UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Depois de garantir a via aérea no tratamento das lesões torácicas que colocam em risco a ventilação dos pacientes e a próxima prioridade no atendimento às vítimas de trauma. Sobre os casos de traumatismo torácico, é correto afirmar que:
Pneumotórax hipertensivo = abolição MV + hipotensão + turgência jugular → toracocentese de alívio imediata.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência que compromete gravemente a hemodinâmica e a ventilação, exigindo descompressão imediata. A toracocentese de alívio é a intervenção salvadora de vida inicial, convertendo-o em pneumotórax simples, permitindo estabilização antes da drenagem definitiva.
O traumatismo torácico é uma causa significativa de morbimortalidade em vítimas de trauma, sendo o pneumotórax hipertensivo uma das lesões mais graves e de reconhecimento obrigatório na avaliação primária do ATLS. Sua incidência é alta em traumas contusos e penetrantes, e o rápido diagnóstico e tratamento são cruciais para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia do pneumotórax hipertensivo envolve a entrada unidirecional de ar no espaço pleural, que não consegue sair, levando ao acúmulo progressivo de pressão. Isso causa colapso pulmonar, desvio do mediastino, compressão do coração e grandes vasos, resultando em diminuição do retorno venoso, choque obstrutivo e insuficiência respiratória. A suspeita clínica é baseada na tríade de abolição do murmúrio vesicular, hipotensão e turgência jugular. O tratamento é uma emergência médica que não espera confirmação radiológica. A toracocentese de alívio, realizada com agulha calibrosa no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no 5º espaço intercostal na linha axilar média, é a conduta salvadora de vida. Após a descompressão, o paciente deve ser submetido à drenagem torácica definitiva para evitar a recorrência e permitir a reexpansão pulmonar.
Os sinais clássicos incluem abolição do murmúrio vesicular no lado afetado, hipotensão arterial, turgência das veias jugulares, desvio da traqueia para o lado contralateral e taquicardia.
A conduta inicial é a toracocentese de alívio imediata com agulha calibrosa (14G ou 16G) no 2º espaço intercostal, linha hemiclavicular, ou 5º espaço intercostal, linha axilar média.
A toracocentese de alívio despressuriza o espaço pleural, restaurando o retorno venoso ao coração e melhorando a ventilação, convertendo o pneumotórax hipertensivo em simples e ganhando tempo para a drenagem torácica definitiva.
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