HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022
Homem, 21 anos, dá entrada na sala de emergência trazido pelo SAMU após colisão auto X anteparo, sem cinto de segurança. Protocolado em prancha rígida, colar cervical e head block, PA 75 x 40 mmHg, FC 115 bpm, FR 28 irpm, saturação oxigênio 88%, Glasgow 8. Observado turgência jugular à direita com murmúrio vesicular abolido à direita. Após realizada intubação orotraqueal em primeira tentativa, mantém saturando 88%, PA 60 x 40 mmHg e FC 125 bpm. Qual conduta deve ser tomada a seguir?
Trauma + hipotensão refratária + turgência jugular + MV abolido → Pneumotórax hipertensivo = Toracocentese descompressiva.
O quadro clínico de trauma torácico com hipotensão refratária, turgência jugular e murmúrio vesicular abolido é altamente sugestivo de pneumotórax hipertensivo. A piora após IOT reforça a necessidade de descompressão torácica imediata, que é uma medida salvadora.
O paciente apresenta um quadro clássico de pneumotórax hipertensivo após trauma torácico: hipotensão refratária, taquicardia, turgência jugular e murmúrio vesicular abolido no lado afetado. A piora hemodinâmica após a intubação orotraqueal é um achado comum, pois a ventilação com pressão positiva pode agravar a entrada de ar no espaço pleural e a compressão mediastinal. O pneumotórax hipertensivo é uma emergência que causa choque obstrutivo, necessitando de intervenção imediata. O diagnóstico é clínico e não deve ser atrasado por exames de imagem. A conduta prioritária é a descompressão do espaço pleural. A toracocentese descompressiva, realizada com agulha calibrosa no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no 5º espaço intercostal na linha axilar média, é a medida inicial para aliviar a pressão. Após a descompressão, a drenagem torácica fechada com selo d'água deve ser realizada para manter o pulmão expandido e evitar a recorrência do pneumotórax. Este manejo é crucial para a estabilização do paciente traumatizado.
A toracocentese descompressiva é indicada para o tratamento imediato do pneumotórax hipertensivo, uma condição de choque obstrutivo que causa colapso cardiovascular e respiratório, sendo uma medida salvadora.
A toracocentese pode ser realizada no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou, preferencialmente, no 5º espaço intercostal na linha axilar média, que é uma área mais segura e com menor risco de lesão de estruturas intratorácicas.
A toracocentese é uma medida temporária de alívio. A drenagem torácica fechada com selo d'água é necessária para manter a descompressão, evacuar o ar residual e permitir a reexpansão pulmonar de forma definitiva.
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