UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022
Paciente do sexo masculino de 26 anos, drogado no momento do trauma, é admitido na sala de emergência do pronto socorro municipal com precordialgia súbita, intensa e acompanhada de dispneia progressiva. Ao exame físico, encontra-se taquicárdico, taquipneico, com hipotensão arterial. Ao exame físico apresentava turgência jugular e ausculta pulmonar com murmúrio vesicular abolido à esquerda, com hipertimpanismo à percussão e abafamento de bulhas cardíacas. Qual a conduta mais adequada nesta situação?
Pneumotórax hipertensivo: hipotensão + turgência jugular + MV abolido + hipertimpanismo → descompressão imediata com agulha.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata. A tríade clássica de hipotensão, turgência jugular e ausência de murmúrio vesicular com hipertimpanismo no hemitórax afetado indica compressão cardíaca e vascular grave, necessitando de descompressão por agulha antes mesmo da confirmação radiológica.
O pneumotórax hipertensivo é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pelo acúmulo progressivo de ar no espaço pleural sob pressão positiva, que não consegue escapar. É frequentemente associado a traumas torácicos, mas pode ocorrer espontaneamente ou como complicação de procedimentos médicos. Sua rápida identificação e tratamento são cruciais para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia envolve um mecanismo de válvula unidirecional, onde o ar entra na cavidade pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração. Isso leva ao colapso pulmonar ipsilateral, desvio do mediastino para o lado contralateral, compressão do coração e dos grandes vasos, resultando em diminuição do retorno venoso, choque obstrutivo e, eventualmente, parada cardiorrespiratória. Os sinais clínicos incluem dispneia progressiva, dor torácica, taquicardia, hipotensão, turgência jugular, desvio da traqueia, ausência de murmúrio vesicular e hipertimpanismo à percussão no lado afetado. O tratamento do pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica e deve ser iniciado clinicamente, sem esperar por exames de imagem. A conduta mais adequada é a descompressão imediata do tórax por meio de uma punção com agulha calibrosa (jelco 14G ou 16G) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média. Após a descompressão, a inserção de um dreno torácico é necessária para a drenagem definitiva do ar e expansão pulmonar. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção.
Os sinais clássicos incluem hipotensão arterial, taquicardia, taquipneia, turgência jugular, desvio da traqueia para o lado contralateral, murmúrio vesicular abolido e hipertimpanismo à percussão no hemitórax afetado.
A conduta inicial e mais urgente é a descompressão imediata do tórax com uma agulha calibrosa (punção de alívio) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média.
Ele é uma emergência porque o ar que entra no espaço pleural não consegue sair, aumentando a pressão intratorácica, colapsando o pulmão, desviando o mediastino e comprimindo o coração e os grandes vasos, levando a choque obstrutivo e diminuição do débito cardíaco.
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