HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2020
Paciente de 23 anos vítima de acidente automobilístico é atendido pelo SAMU. Apresenta confusão mental, taquipneia, hipotensão, desvio da traqueia, murmúrio vesicular abolido a esquerda, ingurgitamento da jugular. Considerando o caso descrito, a medida CORRETA a ser tomada deve ser:
Trauma torácico + desvio traqueia + MV abolido + ingurgitamento jugular = pneumotórax hipertensivo → descompressão imediata com agulha.
O quadro clínico de confusão mental, taquipneia, hipotensão, desvio de traqueia, murmúrio vesicular abolido e ingurgitamento jugular é altamente sugestivo de pneumotórax hipertensivo, uma emergência médica que requer descompressão imediata para evitar colapso cardiovascular e respiratório. A descompressão com agulha é a medida inicial salvadora.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica grave que ocorre quando o ar entra no espaço pleural e não consegue sair, aumentando a pressão intratorácica. Isso leva ao colapso do pulmão ipsilateral, desvio do mediastino para o lado oposto e compressão das grandes veias, comprometendo o retorno venoso e causando choque obstrutivo. É uma das lesões 'life-threatening' do trauma torácico. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado em sinais como desvio de traqueia, murmúrio vesicular abolido no lado afetado, ingurgitamento jugular, hipotensão e taquipneia. Não se deve aguardar exames de imagem para iniciar o tratamento, pois o atraso pode ser fatal. A prioridade é a descompressão imediata para restaurar a hemodinâmica do paciente. A medida CORRETA e salvadora é a descompressão imediata com agulha (toracocentese de alívio), geralmente no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no 5º espaço intercostal na linha axilar média. Após a descompressão, deve-se proceder à drenagem torácica definitiva com um dreno de tórax para manter o pulmão expandido e evitar a recorrência do pneumotórax.
Os sinais clássicos incluem desvio da traqueia para o lado oposto, murmúrio vesicular abolido no lado afetado, ingurgitamento jugular, hipotensão, taquipneia e cianose. É uma emergência com diagnóstico clínico.
A conduta inicial é a descompressão imediata com agulha (toracocentese de alívio) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média, para aliviar a pressão intratorácica.
A toracotomia digital pode ser considerada se a descompressão com agulha não for eficaz, em situações de hemotórax maciço ou para confirmação da descompressão e inserção do dreno torácico.
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