UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
Um homem de 42 anos é admitido no Pronto Atendimento de Trauma de um hospital de referência com história de acidente automobilístico. Ele era o condutor de um dos veículos e relata não ter usado o cinto de segurança. Chegou com sinais de trauma na parede anterior do tórax, dispneia, murmúrio vesicular praticamente abolido à direita e estase jugular. PA 90x50mmHg, FC: 125bpm. Considerando a história acima descrita, a melhor hipótese diagnóstica é:
Trauma torácico + dispneia + MV abolido + estase jugular + hipotensão = Pneumotórax Hipertensivo.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica caracterizada por acúmulo de ar na cavidade pleural que desvia o mediastino, causando colapso pulmonar, comprometimento hemodinâmico e respiratório.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica potencialmente fatal que requer reconhecimento e intervenção imediatos. Geralmente associado a traumas torácicos, como acidentes automobilísticos, ele ocorre quando o ar se acumula na cavidade pleural sob pressão, comprimindo o pulmão ipsilateral e deslocando o mediastino para o lado contralateral. Esse deslocamento compromete o retorno venoso ao coração, levando a uma diminuição do débito cardíaco e choque obstrutivo. Clinicamente, o paciente apresenta dispneia progressiva, dor torácica, taquicardia e hipotensão. Ao exame físico, são encontrados murmúrio vesicular abolido ou muito diminuído no lado afetado, timpanismo à percussão, estase jugular (devido à compressão da veia cava superior) e, em casos mais avançados, desvio da traqueia para o lado oposto. A ausência de cinto de segurança em um acidente automobilístico aumenta significativamente o risco de trauma torácico grave. O diagnóstico é clínico e o tratamento deve ser iniciado imediatamente, sem esperar por exames de imagem. A descompressão por punção com agulha no segundo espaço intercostal, linha hemiclavicular, é a medida salvadora inicial, seguida pela inserção de um dreno torácico. A falha em reconhecer e tratar prontamente o pneumotórax hipertensivo pode levar rapidamente à parada cardiorrespiratória.
Os sinais clássicos incluem dispneia intensa, dor torácica, taquicardia, hipotensão, murmúrio vesicular abolido no lado afetado, timpanismo à percussão, desvio de traqueia contralateral (sinal tardio) e estase jugular, indicando compressão mediastinal.
O pneumotórax hipertensivo ocorre quando o ar entra na cavidade pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração (mecanismo de válvula unidirecional). Isso leva a um acúmulo progressivo de ar, aumento da pressão intratorácica, colapso pulmonar e desvio do mediastino, comprometendo o retorno venoso e a função cardíaca.
A conduta inicial imediata é a descompressão por punção com agulha (toracocentese de alívio) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular, seguida pela inserção de um dreno torácico para drenagem definitiva e estabilização do paciente.
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