PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2020
Paciente masculino, 40 anos, pedreiro. Trabalhava sem proteção quando caiu da laje. Os colegas do trabalho ocluíram com fita isolante um ferimento perfurante na região lateral do hemitórax esquerdo e o levaram à Unidade Básica de Saúde mais próxima. À chegada, queixava-se de dor no local e falta de ar, com rápida piora. Apresentava frequência cardíaca de 125 bpm, frequência respiratória de 34 ipm e pressão arterial de 60/40 mmHg. Não foi possível registrar a oximetria. O médico observou estase jugular e desvio de traqueia. O murmúrio vesicular estava abolido no hemitórax esquerdo e à percussão havia hipertimpanismo. Qual deve ser a conduta imediata?
Pneumotórax hipertensivo (trauma torácico, instabilidade hemodinâmica, desvio de traqueia, estase jugular, MV abolido, hipertimpanismo) → Descompressão imediata com curativo de 3 pontos ou toracocentese de alívio.
O paciente apresenta sinais clássicos de pneumotórax hipertensivo (instabilidade hemodinâmica, estase jugular, desvio de traqueia, abolição de murmúrio vesicular e hipertimpanismo no hemitórax afetado), agravado por um ferimento ocluído. A conduta imediata é desobstruir o ferimento e fazer um curativo de três pontos para permitir a saída de ar e aliviar a pressão, estabilizando o paciente antes da transferência.
O trauma torácico é uma causa significativa de morbimortalidade, e o pneumotórax hipertensivo é uma das condições mais letais que requer reconhecimento e intervenção imediatos. Ele ocorre quando o ar entra na cavidade pleural, mas não consegue sair, levando a um acúmulo progressivo de pressão que colapsa o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino para o lado contralateral, e comprime o coração e os grandes vasos, resultando em choque obstrutivo. Os sinais clínicos clássicos incluem dispneia grave, taquicardia, hipotensão, estase jugular, desvio de traqueia para o lado oposto ao pneumotórax, abolição do murmúrio vesicular e hipertimpanismo à percussão no hemitórax afetado. Em casos de ferimento torácico perfurante, a oclusão completa do ferimento pode transformar um pneumotórax aberto em hipertensivo, agravando rapidamente o quadro. A conduta imediata para o pneumotórax hipertensivo é a descompressão. Se houver um ferimento torácico aberto, a remoção da oclusão e a aplicação de um curativo de três pontos (ou curativo valvulado) é essencial para permitir a saída de ar. Alternativamente, ou se o curativo não for suficiente, a toracocentese de alívio com agulha no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular pode ser realizada. Após a descompressão inicial, a inserção de um dreno torácico é o tratamento definitivo, seguida de estabilização e transferência para um centro de trauma.
Os sinais incluem dispneia progressiva, taquicardia, hipotensão, estase jugular, desvio de traqueia para o lado oposto, abolição do murmúrio vesicular e hipertimpanismo à percussão no lado afetado. É uma emergência com instabilidade hemodinâmica.
O curativo de três pontos (ou curativo valvulado) permite que o ar saia da cavidade pleural durante a expiração, mas impede sua entrada durante a inspiração, transformando um pneumotórax aberto em um pneumotórax simples e aliviando a pressão intratorácica.
No pneumotórax aberto, há comunicação direta entre a pleura e o ambiente externo. No hipertensivo, o ar entra na cavidade pleural mas não consegue sair, aumentando a pressão intratorácica, colapsando o pulmão e desviando o mediastino, o que compromete o retorno venoso e a função cardíaca.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo