UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
Um jovem de 30 anos de idade foi ejetado do veículo durante uma colisão automobilística. A caminho do serviço de emergência, a equipe do SAMU relata que a sua frequência cardíaca é de 125 batimentos/minuto, a pressão sanguínea é 85x45 mmHg, e a frequência respiratória é de 28 incursões/minuto. A vítima encontra-se confusa e seu re-enchimento capilar periférico está retardado. A via aérea está permeável, mas ela está em insuficiência respiratória, com distensão das veias do pescoço, ausência de murmúrio vesicular no hemitórax direito e desvio da traqueia para a esquerda. Diante do quadro apresentado, qual é a melhor conduta a ser tomada de acordo com novos protocolos?
Pneumotórax hipertensivo = descompressão imediata no 5º EIC linha axilar média, seguida de dreno.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência que exige descompressão imediata para aliviar a pressão intratorácica e restaurar a hemodinâmica. Os protocolos atuais do ATLS recomendam a toracocentese de alívio no 5º espaço intercostal, linha axilar média, seguida da inserção de um dreno torácico.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para evitar a morte do paciente. Caracteriza-se pelo acúmulo progressivo de ar no espaço pleural, que não consegue escapar, levando a um aumento da pressão intratorácica. Este aumento comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino para o lado contralateral, e impede o retorno venoso ao coração, resultando em choque obstrutivo e insuficiência respiratória aguda. É uma das causas de choque obstrutivo no trauma. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais como hipotensão, taquicardia, dispneia, distensão das veias do pescoço, desvio da traqueia, ausência de murmúrio vesicular e hipertimpanismo no lado afetado. A fisiopatologia envolve um mecanismo de válvula unidirecional, onde o ar entra na cavidade pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração. A suspeita clínica é suficiente para iniciar a intervenção, sem esperar por exames de imagem. A conduta de emergência é a descompressão torácica por agulha (toracocentese de alívio), que deve ser realizada imediatamente. Os protocolos atuais do ATLS recomendam o 5º espaço intercostal na linha axilar média como o local preferencial para a punção em adultos, devido à maior segurança e eficácia. Após a descompressão inicial, a inserção de um dreno torácico (drenagem pleural) é o tratamento definitivo para garantir a remoção contínua do ar e a reexpansão pulmonar.
A localização ideal, conforme os protocolos ATLS mais recentes, é o 5º espaço intercostal na linha axilar média. Esta abordagem é considerada mais segura e eficaz do que o 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular, especialmente em adultos.
A descompressão imediata é crucial porque o pneumotórax hipertensivo causa um acúmulo progressivo de ar no espaço pleural, levando ao colapso pulmonar, desvio do mediastino e compressão das grandes veias, resultando em choque obstrutivo e risco de parada cardiorrespiratória.
Após a toracocentese de alívio, que é uma medida temporária, o próximo passo é a inserção de um dreno torácico (drenagem pleural) no mesmo hemitórax para garantir a remoção contínua do ar e a reexpansão pulmonar.
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