UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Paciente conduzida apresenta trauma fechado de tórax e abdome. Na abordagem inicial, observa- -se esforço respiratório e aparente movimento respiratório paradoxal à direita. A traqueia está levemente desviada para a esquerda e as veias jugulares externas são visíveis. À ausculta, apresenta murmúrio vesicular diminuído à direita. Durante exame, subitamente, sua pressão cai para 70/30 mmHg e a ventilação espontânea torna-se extremamente difícil. Assinale a alternativa que apresenta a primeira conduta que deve ser tomada nesse caso:
Trauma torácico + desvio traqueal + turgência jugular + hipotensão + MV ↓ = Pneumotórax Hipertensivo → Drenagem de tórax imediata.
O quadro clínico de trauma torácico com desvio de traqueia, turgência jugular, murmúrio vesicular diminuído e instabilidade hemodinâmica (hipotensão) é altamente sugestivo de pneumotórax hipertensivo, uma emergência que exige descompressão imediata (drenagem de tórax ou toracocentese de alívio) antes de qualquer outro procedimento diagnóstico.
O pneumotórax hipertensivo é uma condição de emergência médica que surge quando o ar entra no espaço pleural, mas não consegue sair, levando a um acúmulo progressivo de pressão. Essa pressão comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino para o lado contralateral, comprometendo o retorno venoso ao coração e resultando em choque obstrutivo. É uma complicação grave de traumas torácicos, mas pode ocorrer espontaneamente ou após procedimentos médicos. O diagnóstico do pneumotórax hipertensivo é eminentemente clínico e deve ser suspeitado em pacientes com trauma torácico que apresentam desconforto respiratório agudo, taquipneia, taquicardia, hipotensão, desvio da traqueia para o lado oposto, turgência das veias jugulares e ausência ou diminuição do murmúrio vesicular no lado afetado. O movimento respiratório paradoxal pode indicar lesão de parede torácica associada. A conduta inicial e mais crítica é a descompressão imediata do tórax para aliviar a pressão. Isso pode ser feito por uma toracocentese de alívio (punção com agulha calibrosa no 2º espaço intercostal, linha hemiclavicular) ou, idealmente, pela inserção de um dreno torácico. A radiografia de tórax é contraindicada em pacientes instáveis, pois atrasa a intervenção salvadora. Após a descompressão, a estabilização hemodinâmica e a investigação de outras lesões devem ser realizadas.
Os sinais clássicos incluem desvio da traqueia para o lado oposto, turgência jugular, murmúrio vesicular abolido ou diminuído no lado afetado, hipotensão, taquicardia e desconforto respiratório progressivo.
A primeira conduta é a descompressão imediata do tórax, que pode ser realizada por toracocentese de alívio (punção com agulha no 2º espaço intercostal, linha hemiclavicular) ou drenagem torácica com selo d'água.
A radiografia de tórax não é a primeira conduta porque o pneumotórax hipertensivo é uma emergência com risco de vida iminente, e o atraso para a realização do exame pode ser fatal. O diagnóstico é clínico e a descompressão deve ser imediata.
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