PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2025
Um paciente de 18 anos, vítima de trauma torácico após queda de motocicleta, apresenta dor torácica intensa, taquipneia, taquicardia e diminuição dos murmúrios vesiculares à direita. A radiografia de tórax revela um pneumotórax à direita e fratura de membro inferior direito que ao exame está exposta. Qual é a conduta MAIS adequada neste caso?
Pneumotórax hipertensivo → Drenagem torácica imediata (toracostomia de alívio) para descompressão vital.
Em pacientes traumatizados com sinais de comprometimento respiratório e hemodinâmico, a suspeita de pneumotórax hipertensivo é uma emergência. A diminuição dos murmúrios vesiculares e a taquicardia/taquipneia, associadas ao trauma torácico, indicam a necessidade de intervenção imediata para descompressão.
O trauma torácico é uma causa significativa de morbimortalidade, e o pneumotórax hipertensivo representa uma das condições mais letais que exigem reconhecimento e tratamento imediatos. É caracterizado pelo acúmulo progressivo de ar no espaço pleural, que não consegue escapar, levando a um aumento da pressão intratorácica. Fisiopatologicamente, o ar entra na cavidade pleural durante a inspiração, mas não consegue sair na expiração, agindo como uma válvula unidirecional. Isso causa colapso pulmonar ipsilateral, desvio do mediastino para o lado contralateral, compressão do pulmão contralateral e dos grandes vasos, resultando em comprometimento respiratório e hemodinâmico grave. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado em taquipneia, taquicardia, hipotensão, diminuição dos murmúrios vesiculares e desvio de traqueia (sinal tardio). O tratamento definitivo para o pneumotórax hipertensivo é a descompressão imediata, inicialmente com uma toracostomia de agulha (se houver atraso na drenagem) e, em seguida, com a inserção de um dreno torácico. A radiografia de tórax pode confirmar o diagnóstico, mas não deve atrasar a intervenção em um paciente instável. O manejo rápido e eficaz é vital para a sobrevida do paciente.
Os sinais incluem dor torácica intensa, taquipneia, taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia (sinal tardio), turgência jugular (sinal tardio) e diminuição ou ausência de murmúrios vesiculares no lado afetado.
A drenagem torácica imediata é crucial para aliviar a pressão intratorácica que comprime o pulmão, o mediastino e os grandes vasos, restaurando a ventilação e a hemodinâmica do paciente, prevenindo o choque obstrutivo.
O pneumotórax simples pode ser observado ou drenado eletivamente dependendo do tamanho e estabilidade do paciente, enquanto o hipertensivo é uma emergência que exige descompressão imediata devido ao risco iminente de colapso cardiovascular.
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