UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2023
Paciente politraumatizado após acidente motociclístico deu entrada gravíssimo à unidade de emergência, já intubado e apresentando enfisema subcutâneo em tórax, desvio traqueal para a esquerda, turgência jugular e murmurio vesicular abolido em hemitórax direito. Frequência cardíaca de 158 bpm, pressão arterial de 88/56 mmHg, saturação periférica de oxigênio de 89%, mesmo com alto fluxo de oxigênio. Observe as alternativas relacionadas ao quadro clínico do paciente e assinale a correta:
Politrauma + desvio traqueal + turgência jugular + MV abolido → pneumotórax hipertensivo.
O quadro clínico descreve um pneumotórax hipertensivo, uma emergência que causa choque obstrutivo. A ventilação com pressão positiva pode agravar a situação ao aumentar o acúmulo de ar no espaço pleural.
O paciente apresenta um quadro clássico de pneumotórax hipertensivo, uma emergência médica que cursa com choque obstrutivo. Os sinais incluem enfisema subcutâneo, desvio traqueal para o lado oposto à lesão, turgência jugular, hipotensão (PA 88/56 mmHg), taquicardia (FC 158 bpm) e abolição do murmúrio vesicular no hemitórax afetado (direito). Este é um diagnóstico clínico e não deve ser atrasado por exames de imagem. A radiografia de tórax não é imprescindível e pode atrasar o tratamento, que é a descompressão imediata. A punção com agulha deve ser realizada no lado afetado (direito, neste caso), geralmente no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no 5º espaço intercostal na linha axilar média. A alternativa B está incorreta por indicar o lado esquerdo. O paciente apresenta um choque obstrutivo, não necessariamente grau IV (que é mais relacionado à perda volêmica), e a hemotransfusão maciça não é o tratamento inicial para um choque obstrutivo por pneumotórax hipertensivo. A ventilação com pressão positiva, como a utilizada em pacientes intubados, é um fator de piora clínica na presença de lesão da pleura visceral. Isso ocorre porque a pressão positiva força o ar para o espaço pleural através da lesão, aumentando rapidamente a pressão intratorácica, colapsando o pulmão, desviando o mediastino e comprometendo o retorno venoso, o que agrava o choque obstrutivo.
Os sinais incluem desvio traqueal, turgência jugular, murmúrio vesicular abolido no lado afetado, hipotensão e enfisema subcutâneo.
O tratamento inicial é a descompressão imediata com agulha (toracocentese de alívio) no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no 5º espaço intercostal na linha axilar média, seguida por drenagem torácica.
A ventilação com pressão positiva força mais ar para o espaço pleural através da lesão visceral, aumentando rapidamente a pressão intratorácica e agravando o colapso pulmonar e o choque obstrutivo.
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