HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2016
Observe a radiografia de tórax e marque qual o diagnóstico provável. (VER IMAGEM)
Pneumotórax hipertensivo → desvio mediastinal contralateral + colapso pulmonar ipsilateral + rebaixamento hemidiafragma.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata. A radiografia de tórax revela sinais clássicos como desvio do mediastino para o lado contralateral e colapso do pulmão ipsilateral, indicando a pressão excessiva no espaço pleural.
O pneumotórax hipertensivo é uma condição de emergência médica caracterizada pelo acúmulo progressivo de ar no espaço pleural, que não consegue escapar, levando a um aumento da pressão intratorácica. Essa pressão comprime o pulmão ipsilateral, empurra o mediastino para o lado contralateral, comprometendo o retorno venoso ao coração e a ventilação do pulmão contralateral, podendo rapidamente evoluir para choque obstrutivo e parada cardiorrespiratória. É crucial o reconhecimento imediato para evitar desfechos fatais. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado em sinais como dispneia súbita, dor torácica, taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia e diminuição ou ausência de murmúrio vesicular no lado afetado. A radiografia de tórax confirma o diagnóstico, mostrando o desvio mediastinal, o colapso pulmonar e o rebaixamento do hemidiafragma. A suspeita clínica em um paciente instável exige intervenção antes mesmo da confirmação radiográfica. O tratamento é uma descompressão de emergência, geralmente realizada com uma agulha calibrosa no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular, para aliviar a pressão. Após a descompressão inicial, um dreno torácico deve ser inserido para permitir a drenagem contínua do ar e a reexpansão pulmonar. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção, sendo uma condição potencialmente reversível com manejo adequado.
Os sinais incluem desvio do mediastino para o lado oposto, colapso do pulmão ipsilateral, rebaixamento do hemidiafragma e ausência de trama vascular na área afetada.
A conduta inicial é a descompressão imediata com agulha (toracocentese de alívio) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular, seguida pela inserção de dreno torácico.
O pneumotórax hipertensivo cursa com instabilidade hemodinâmica, desvio de traqueia e mediastino, e colapso pulmonar significativo, enquanto o simples geralmente é hemodinamicamente estável e sem desvio mediastinal.
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