HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Um rapaz, vítima de ferimento por arma branca em tórax esquerdo posterior, chega ao hospital com a equipe de resgate pré-hospitalar. Encontra-se pálido, frio, diaforético. Não há sangramento externo abundante. Ele apresenta jugulares ingurgitadas, murmúrio vesicular abolido à esquerda com hipertimpanismo à percussão, PA 60 x 30 mmHg e FC 140 bpm. Sobre esse caso, assinale qual a hipótese diagnóstica mais provável?
Pneumotórax hipertensivo = trauma torácico + choque + ingurgitamento jugular + MV abolido + hipertimpanismo.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que cursa com acúmulo de ar sob pressão na cavidade pleural, levando ao colapso pulmonar, desvio de mediastino e comprometimento hemodinâmico grave (choque obstrutivo). A tríade clássica inclui hipotensão, ingurgitamento jugular e abafamento de bulhas (no tamponamento), mas aqui o MV abolido e hipertimpanismo são chaves para o pneumotórax.
O pneumotórax hipertensivo é uma das emergências mais graves no trauma torácico, representando uma causa de choque obstrutivo que requer reconhecimento e tratamento imediatos para evitar a morte. Ele ocorre quando o ar entra na cavidade pleural, mas não consegue sair, acumulando-se sob pressão e colapsando o pulmão ipsilateral. Essa pressão positiva desvia o mediastino para o lado contralateral, comprimindo o coração e os grandes vasos, o que impede o retorno venoso e diminui o débito cardíaco. A apresentação clínica é dramática, com sinais de choque (hipotensão, taquicardia, palidez, sudorese), dispneia intensa, ingurgitamento das veias jugulares e, classicamente, ausência de murmúrio vesicular e hipertimpanismo à percussão no hemitórax afetado. O desvio de traqueia é um sinal tardio e nem sempre presente. O diagnóstico é clínico e o tratamento não deve ser atrasado para a realização de exames complementares. A conduta imediata é a descompressão torácica por punção com agulha calibrosa no segundo espaço intercostal, linha hemiclavicular, no lado afetado, seguida pela inserção de um dreno torácico. A falha em reconhecer e tratar rapidamente o pneumotórax hipertensivo pode levar à parada cardiorrespiratória. Residentes devem estar aptos a identificar essa condição e realizar a intervenção salvadora de vida.
Os sinais incluem hipotensão, taquicardia, ingurgitamento jugular, desvio de traqueia (tardio), murmúrio vesicular abolido e hipertimpanismo à percussão no lado afetado.
A conduta imediata é a descompressão torácica por punção com agulha (toracocentese de alívio) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular, seguida de drenagem torácica.
Ambos causam choque e ingurgitamento jugular. No pneumotórax hipertensivo, há murmúrio vesicular abolido e hipertimpanismo. No tamponamento, há abafamento de bulhas cardíacas e ausência de sinais pulmonares.
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