SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024
Adolescente de 16 anos deu entrada na UPA, levada pelo SAMU após colisão frontal com outro veículo. Ao exame físico encontra-se: hipocorada, taquineica com FR= 46 irpm, PA= 90x60 mmHg, FC= 115 bpm, saturação de 85%, murmúrio vesicular abolido em hemitórax D, pulsos palpáveis. Escala de coma de Glasgow=12, colocado máscara de O₂ 12l/min. Diante do quadro acima, qual o primeiro procedimento a ser realizado.
Trauma + MV abolido + hipotensão + taquicardia + hipóxia = Pneumotórax Hipertensivo → Punção de alívio IMEDIATA.
Em trauma torácico, a tríade de murmúrio vesicular abolido, hipotensão e taquicardia, associada à hipóxia e taquipneia, sugere fortemente um pneumotórax hipertensivo. Esta é uma emergência que requer descompressão imediata para restaurar a ventilação e o retorno venoso, sendo a punção torácica de alívio o primeiro e mais crítico procedimento.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica potencialmente fatal no contexto de trauma torácico, caracterizado pelo acúmulo progressivo de ar no espaço pleural sob pressão positiva, levando ao colapso pulmonar ipsilateral e desvio do mediastino. Isso compromete gravemente o retorno venoso e a função cardíaca, resultando em choque obstrutivo e insuficiência respiratória aguda, exigindo reconhecimento e intervenção imediatos. O diagnóstico é clínico e deve ser feito rapidamente, sem esperar por exames de imagem. Sinais como dispneia grave, taquipneia, taquicardia, hipotensão, murmúrio vesicular abolido no hemitórax afetado e, em casos mais avançados, desvio de traqueia e turgência jugular, são indicativos. A hipóxia grave com saturação de 85% e FR de 46 irpm reforçam a urgência do quadro. A conduta inicial e salvadora de vida é a descompressão imediata do pneumotórax hipertensivo através de uma punção torácica de alívio (toracocentese de agulha). Este procedimento deve ser realizado no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média, seguido pela inserção de um dreno torácico definitivo. Atrasar esta intervenção pode levar rapidamente à morte do paciente, sendo a prioridade máxima no manejo do trauma.
Os sinais incluem dispneia intensa, taquipneia, taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia (tardio), turgência jugular (tardio), murmúrio vesicular abolido e hiperressonância à percussão no lado afetado, indicando colapso pulmonar e desvio mediastinal.
A punção deve ser realizada no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média, utilizando um cateter venoso de grosso calibre (ex: jelco 14G ou 16G), direcionado para a parte superior da costela inferior, para descompressão imediata.
A ventilação com pressão positiva durante a intubação pode agravar rapidamente o pneumotórax hipertensivo, aumentando a pressão intratorácica e comprometendo ainda mais a hemodinâmica. A descompressão deve ser feita antes ou simultaneamente à intubação para estabilizar o paciente.
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