HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2021
Mulher, 30 anos de idade, vítima de acidente motociclístico, é trazida ao PS. Na avaliação primária, ela encontra-se consciente, GCS = 15; pupilas mióticas e fotorreagentes; taquidispneica; Sat. O₂ = 90% com máscara O₂ a 50%; FR = 32 irpm; MV abolido em hemitórax esquerdo, com hipertimpanismo à percussão; FC = 126 bpm; PA = 90 x 60 mmHg; BRNF em 2T sem sopros. Qual é a conduta mais adequada?
Trauma + MV abolido + hipertimpanismo + hipotensão + taquicardia → Pneumotórax Hipertensivo → Drenagem pleural imediata.
Em um paciente traumatizado, a tríade de murmúrio vesicular abolido, hipertimpanismo à percussão e sinais de choque (hipotensão, taquicardia) no hemitórax afetado é altamente sugestiva de pneumotórax hipertensivo. Esta é uma emergência médica que requer descompressão imediata, geralmente por drenagem pleural, antes mesmo de exames de imagem.
O trauma torácico é uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes vítimas de acidentes, e o pneumotórax hipertensivo representa uma das condições mais letais que devem ser identificadas e tratadas durante a avaliação primária, conforme os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support). Esta condição ocorre quando o ar entra na cavidade pleural, mas não consegue sair, acumulando-se e aumentando a pressão intratorácica. Essa pressão comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino para o lado contralateral, e obstrui o retorno venoso ao coração, resultando em choque obstrutivo e insuficiência respiratória aguda. O diagnóstico do pneumotórax hipertensivo é eminentemente clínico e não deve ser atrasado por exames de imagem. Os sinais e sintomas incluem dispneia intensa, taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia (sinal tardio), turgência jugular (se o paciente não estiver hipovolêmico), ausência de murmúrio vesicular e hipertimpanismo à percussão no hemitórax afetado. A hipoxemia e a taquidispneia são achados comuns. A presença desses sinais em um paciente traumatizado exige ação imediata. A conduta mais adequada é a descompressão imediata do tórax. Inicialmente, pode-se realizar uma toracostomia de agulha no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular para aliviar a pressão. No entanto, a medida definitiva é a inserção de um dreno torácico (drenagem pleural) no quinto espaço intercostal, na linha axilar média ou anterior. A ressuscitação volêmica é importante para o choque, mas não resolve a causa obstrutiva. Radiografias de tórax e pericardiocentese não são a conduta inicial para esta condição específica, embora possam ser necessárias para outras lesões.
Os sinais clássicos incluem dispneia progressiva, dor torácica, taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia para o lado contralateral, turgência jugular, murmúrio vesicular abolido e hipertimpanismo à percussão no lado afetado.
A conduta inicial é a descompressão imediata do tórax. Isso pode ser feito inicialmente com uma toracostomia de agulha (punção no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular) seguida pela inserção de um dreno torácico (drenagem pleural) no 5º espaço intercostal na linha axilar média ou anterior.
É uma emergência porque o acúmulo de ar sob pressão na cavidade pleural comprime o pulmão, desvia o mediastino, e impede o retorno venoso ao coração, levando a um choque obstrutivo e colapso cardiovascular rapidamente fatal se não tratado.
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