Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
Uma paciente do sexo feminino, 32 anos, vítima de queda de altura, é trazida ao pronto-socorro com dor intensa no abdome e dificuldade respiratória. Exame físico mostra instabilidade torácica no lado esquerdo e som de crepitação à palpação. O murmúrio vesicular é abolido em hemitórax esquerdo e a saturação de oxigênio está em 88%. Neste momento, qual é a melhor conduta?
Trauma torácico + instabilidade torácica + MV abolido + desaturação + dificuldade respiratória → Pneumotórax hipertensivo = Drenagem torácica imediata.
O quadro clínico de trauma torácico com instabilidade torácica, murmúrio vesicular abolido, dificuldade respiratória e hipoxemia é altamente sugestivo de pneumotórax hipertensivo. Esta é uma emergência que compromete a ventilação e o retorno venoso, exigindo descompressão imediata do espaço pleural com drenagem torácica para evitar colapso cardiovascular.
O pneumotórax hipertensivo é uma condição de emergência com risco de vida, frequentemente associada a trauma torácico. Ocorre quando o ar entra no espaço pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração, levando a um acúmulo progressivo de ar que comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino e compromete o retorno venoso ao coração, resultando em choque obstrutivo. O diagnóstico é clínico e deve ser feito rapidamente, sem esperar por exames de imagem. Os sinais incluem dificuldade respiratória intensa, taquipneia, taquicardia, hipotensão, desvio da traqueia para o lado contralateral, turgência jugular, murmúrio vesicular abolido e hiperressonância à percussão no hemitórax afetado. A instabilidade torácica e a crepitação sugerem lesão da parede torácica. A conduta imediata para o pneumotórax hipertensivo é a descompressão do espaço pleural. Isso pode ser feito inicialmente com uma toracostomia de alívio por agulha (no 2º espaço intercostal, linha hemiclavicular) e, em seguida, com a inserção de um dreno torácico (no 5º espaço intercostal, linha axilar média ou anterior) para drenagem definitiva. A demora na intervenção pode ser fatal.
Os sinais incluem dificuldade respiratória progressiva, taquipneia, taquicardia, hipotensão, desvio da traqueia para o lado contralateral, turgência jugular, murmúrio vesicular abolido e hiperressonância à percussão no lado afetado.
O pneumotórax hipertensivo causa acúmulo de ar no espaço pleural, comprimindo o pulmão ipsilateral, desviando o mediastino e comprometendo o retorno venoso ao coração, levando rapidamente a choque obstrutivo e parada cardiorrespiratória.
A toracostomia de alívio por agulha é uma medida temporária de emergência para descompressão imediata do pneumotórax hipertensivo. A drenagem torácica com dreno é o tratamento definitivo, permitindo a evacuação contínua do ar e a reexpansão pulmonar.
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