UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2020
Em caso de choque obstrutivo, em que o exame físico apresente dispneia, diminuição ou ausência de sons no hemitórax e hipertimpanismo local, o diagnóstico mais adequado é de:
Choque obstrutivo + dispneia + ausência sons + hipertimpanismo → Pneumotórax Hipertensivo.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que causa choque obstrutivo devido à compressão de estruturas mediastinais e grandes vasos, levando à diminuição do retorno venoso e do débito cardíaco. O diagnóstico é clínico e o tratamento inicial é a descompressão imediata.
O pneumotórax hipertensivo é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pelo acúmulo progressivo de ar no espaço pleural sob pressão positiva, que não consegue escapar. É uma das principais causas de choque obstrutivo em contextos de trauma torácico, mas pode ocorrer espontaneamente ou iatrogenicamente. A rápida identificação é crucial para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia envolve um mecanismo de válvula unidirecional, onde o ar entra na cavidade pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração. Isso leva ao colapso pulmonar ipsilateral, desvio do mediastino para o lado contralateral, compressão dos grandes vasos e do coração, resultando em diminuição do retorno venoso e do débito cardíaco, culminando em choque. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na tríade de dispneia, diminuição ou ausência de sons respiratórios e hipertimpanismo no hemitórax afetado, associados a sinais de choque. O tratamento é uma emergência médica e não deve ser atrasado por exames de imagem. A descompressão imediata com agulha (toracocentese de alívio) é a primeira medida salvadora, geralmente realizada no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média. Após a descompressão inicial, a drenagem torácica com um dreno de tórax é necessária para a resolução definitiva do pneumotórax.
Os sinais clássicos incluem dispneia súbita, dor torácica, taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia, distensão de veias jugulares, diminuição ou ausência de murmúrio vesicular e hipertimpanismo no hemitórax afetado.
A conduta inicial é a descompressão imediata com agulha (toracocentese de alívio) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média, seguida por drenagem torácica definitiva.
O acúmulo de ar sob pressão no espaço pleural comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino, comprime o pulmão contralateral e os grandes vasos, impedindo o retorno venoso ao coração e diminuindo o débito cardíaco.
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