Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2020
Jovem de 19 anos, vítima de acidente automobilístico de alto impacto é trazido em prancha rígida e colar cervical após 40 minutos do trauma. Há relato de ejeção do veículo e grande deformidade do automóvel. Durante atendimento pré-hospitalar foi administrado 1000ml de ringer lactato aquecido e 1g de ácido tranexâmico. É admitido em sala de emergência com vias aéreas pérvias, de colar cervical. Ao exame físico pulmonar: escoriação em hemitórax esquerdo, ausculta abolida a esquerda, hipertimpânico, com estase jugular. Bulhas normofonéticas. Pressão arterial: 80x40 mmHg, Frequência cardíaca: 125 bpm, saturação de oxigênio periférico: 82%, frequência respiratória: 38 irpm. Glasgow 13, pupilas isocóricas, sem déficits focais aparentes. Pelve fechada. Exame físico abdominal normal. Assinale a alternativa sequencial correta, preconizada pelo Advanced Trauma Life Support (ATLS) 10ª edição, por ordem de execução.
Pneumotórax hipertensivo → Punção de alívio imediata (2º EIC MCL ou 4º/5º EIC AAL), seguida de drenagem torácica.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que exige descompressão imediata para evitar colapso cardiovascular. A punção de alívio, seja no 2º espaço intercostal na linha médio-clavicular ou no 4º/5º espaço intercostal na linha axilar anterior, é a primeira medida salvadora, seguida pela colocação de um dreno torácico definitivo.
O trauma torácico é uma causa significativa de morbimortalidade em pacientes vítimas de acidentes de alto impacto. Dentre as lesões torácicas com risco de vida imediato, o pneumotórax hipertensivo se destaca pela sua rápida progressão para choque obstrutivo e óbito se não for prontamente reconhecido e tratado. A identificação precoce dos sinais clínicos é crucial, pois o diagnóstico é eminentemente clínico e não deve aguardar confirmação radiológica. Os sinais clássicos incluem hipotensão, taquicardia, desvio de traqueia (sinal tardio), estase jugular, ausência de murmúrio vesicular e hipertimpanismo à percussão no hemitórax afetado. A fisiopatologia envolve a entrada unidirecional de ar para o espaço pleural, que aumenta a pressão intratorácica, colapsando o pulmão ipsilateral e deslocando o mediastino, o que compromete o retorno venoso ao coração e, consequentemente, o débito cardíaco. O manejo, conforme o Advanced Trauma Life Support (ATLS) 10ª edição, preconiza a descompressão imediata por agulha (punção de alívio) como medida salvadora. Os locais recomendados são o 2º espaço intercostal na linha médio-clavicular ou o 4º/5º espaço intercostal na linha axilar anterior. Após a descompressão inicial, a conduta definitiva é a inserção de um dreno torácico (toracostomia com tubo) para permitir a drenagem contínua do ar e a reexpansão pulmonar. A sequência correta dessas intervenções é vital para a sobrevida do paciente traumatizado.
Os sinais incluem hipotensão, taquicardia, desvio de traqueia (tardio), estase jugular, ausência de murmúrio vesicular no lado afetado, hipertimpanismo à percussão e diminuição da expansibilidade torácica unilateral. A hipóxia e o desconforto respiratório são proeminentes.
A conduta inicial é a descompressão imediata por agulha (punção de alívio) no 2º espaço intercostal na linha médio-clavicular ou no 4º/5º espaço intercostal na linha axilar anterior. Esta medida é temporária e deve ser seguida pela colocação de um dreno torácico (toracostomia com tubo).
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência porque o ar se acumula no espaço pleural sob pressão, colapsando o pulmão ipsilateral e desviando o mediastino para o lado oposto. Isso comprime o coração e os grandes vasos, impedindo o retorno venoso e levando rapidamente ao choque obstrutivo e à morte se não tratado imediatamente.
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