UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
Paciente do sexo masculino de 18 anos é atropelado por um ônibus em frente ao pronto-socorro. É levado ao hospital por populares. Na avaliação inicial, identificam- se as seguintes alterações: rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 06), grande hematoma em região frontal, fratura exposta de fêmur, pulsos periféricos finos taquicárdicos, palidez cutânea, pressão arterial de 80/50 mmHg, ausência do murmúrio vesicular em hemitórax esquerdo com hipertimpanismo. Diante do quadro descrito, a primeira medida a ser tomada pelo médico deve ser:
Trauma torácico + ausência murmúrio + hipertimpanismo + instabilidade hemodinâmica → Pneumotórax hipertensivo = Punção de alívio imediata.
O paciente apresenta sinais clássicos de pneumotórax hipertensivo (ausência de murmúrio vesicular, hipertimpanismo, instabilidade hemodinâmica) que é uma condição de risco de vida imediato. A descompressão com agulha é a medida mais urgente para restaurar a ventilação e estabilizar o paciente, antes mesmo da intubação ou reposição volêmica.
O trauma é uma das principais causas de mortalidade e morbidade, especialmente em jovens. A avaliação inicial de um paciente traumatizado segue os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS), que prioriza a abordagem sistemática das lesões com risco de vida imediato, começando pela via aérea (A), respiração (B), circulação (C), disfunção neurológica (D) e exposição (E). No caso descrito, o paciente apresenta um quadro de trauma grave com rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 6) e sinais de choque (PA 80/50, pulsos finos, taquicardia, palidez). Contudo, a presença de ausência de murmúrio vesicular e hipertimpanismo em hemitórax esquerdo, associada à instabilidade hemodinâmica, é altamente sugestiva de pneumotórax hipertensivo. Esta é uma condição de emergência que causa colapso pulmonar, desvio mediastinal e compressão dos grandes vasos, levando a choque obstrutivo. A conduta imediata no pneumotórax hipertensivo é a descompressão torácica com agulha (punção de alívio), que deve ser realizada antes de qualquer outra intervenção, como intubação ou reposição volêmica, pois a descompressão restaura o retorno venoso e a função cardíaca. Após a descompressão, a drenagem pleural definitiva deve ser realizada. Somente após o tratamento das condições que ameaçam a vida imediatamente, outras lesões como a fratura de fêmur ou o hematoma frontal serão abordadas.
Os sinais incluem dispneia intensa, taquipneia, taquicardia, hipotensão, distensão das veias do pescoço, desvio da traqueia para o lado contralateral, ausência de murmúrio vesicular e hipertimpanismo à percussão no hemitórax afetado.
A punção de alívio descompressiva é a primeira medida porque o pneumotórax hipertensivo causa colapso pulmonar, desvio mediastinal e compressão dos grandes vasos, levando a choque obstrutivo e parada cardiorrespiratória. A descompressão imediata alivia essa pressão e restaura a hemodinâmica.
A técnica envolve a inserção de um cateter de grosso calibre (ex: jelco 14G) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média, no lado afetado. A saída de ar sob pressão confirma o diagnóstico e alivia a condição.
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