FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Paciente submetido a acesso venoso central em unidade de terapia intensiva, e após procedimento começa a ter taquicardia, dispneia, hipotensão, cianose, estase jugular. A ausculta nota-se diminuição do murmúrio vesicular e hipertimpanismo a percussão. A conduta imediata nesta situação seria:
Instabilidade hemodinâmica + Hipertimpanismo + MV ↓ → Punção de alívio imediata.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência clínica que exige descompressão imediata (punção) antes mesmo da drenagem definitiva para reverter o choque obstrutivo.
O pneumotórax hipertensivo é uma das causas de morte evitável no trauma e em procedimentos iatrogênicos, como a punção de acesso venoso central. A fisiopatologia baseia-se no aumento da pressão intrapleural que excede a pressão atmosférica, causando colapso pulmonar ipsilateral e compressão das estruturas mediastinais. O diagnóstico é estritamente clínico. A tentativa de confirmar com exames de imagem em um paciente instável é um erro grave que atrasa o tratamento salvador de vidas. A punção com agulha (Abocath 14 ou 16) converte o pneumotórax hipertensivo em um pneumotórax simples, permitindo a estabilização hemodinâmica temporária até que a drenagem em selo d'água seja realizada.
No pneumotórax simples, há ar no espaço pleural mas sem pressão positiva suficiente para desviar o mediastino. No hipertensivo, um mecanismo de válvula unidirecional permite a entrada de ar mas não a saída, elevando a pressão intratorácica, desviando o mediastino e comprimindo o retorno venoso (veia cava), levando ao choque obstrutivo.
O ATLS 10ª edição recomenda a descompressão por agulha no 5º espaço intercostal, entre a linha axilar anterior e média. Em crianças ou quando a parede torácica é fina, o 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ainda pode ser considerado, mas o 5º espaço tem se mostrado mais eficaz em adultos.
Os sinais incluem desconforto respiratório grave, taquicardia, hipotensão (choque), desvio da traqueia (sinal tardio), turgência jugular, ausência de murmúrio vesicular unilateral e hipertimpanismo à percussão no lado afetado.
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