IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2026
Paciente de 19 anos, vítima de acidente automobilístico, ao dar entrada na unidade de emergência apresenta-se francamente dispneico e hipotenso. Ao exame físico, além da hipotensão arterial crítica (68x40 mmHg), taquicardia (134 bpm), taquipneia (32 irpm) e dessaturação (saturação periférica de O₂ de 88% em máscara de O₂, com reservatório), há turgência jugular patológica e redução da expansibilidade torácica à direita, onde o murmúrio vesicular é inaudível e a percussão revela timpanismo local; as bulhas cardíacas são normofonéticas. A conduta indicada nesse momento é:
Hipotensão + Turgência jugular + Timpanismo + MV abolido = Pneumotórax Hipertensivo → Descompressão imediata.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência clínica onde o diagnóstico deve ser visual e tátil; a intervenção deve preceder qualquer exame de imagem para evitar o colapso circulatório.
O pneumotórax hipertensivo ocorre quando o ar entra no espaço pleural através de uma lesão que funciona como válvula unidirecional, impedindo sua saída. Isso eleva a pressão intratorácica, desviando o mediastino para o lado oposto e comprimindo as veias cavas, o que reduz drasticamente o retorno venoso e o débito cardíaco, caracterizando um choque obstrutivo. O diagnóstico é estritamente clínico, baseado na tríade de hipotensão, turgência jugular e ausência de sons respiratórios com timpanismo à percussão. No ambiente de trauma, a prioridade absoluta é a descompressão imediata. A técnica preferencial envolve a inserção de um cateter calibroso (geralmente 14G ou 16G), seguida obrigatoriamente por uma toracostomia com drenagem em selo d'água definitiva após a estabilização inicial.
Ambos apresentam hipotensão e turgência jugular (sinais de choque obstrutivo). No entanto, o pneumotórax hipertensivo apresenta timpanismo à percussão e murmúrio vesicular abolido no lado afetado, enquanto no tamponamento cardíaco os pulmões estão limpos à ausculta e as bulhas cardíacas podem estar abafadas.
O ATLS 10ª edição recomenda o 4º ou 5º espaço intercostal, entre a linha axilar anterior e média para adultos, embora o 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ainda seja uma alternativa aceitável em contextos específicos.
A pressão positiva pode converter rapidamente um pneumotórax simples em hipertensivo ou exacerbar um já existente, aumentando a pressão intratorácica de forma crítica e interrompendo o retorno venoso ao coração.
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