Pneumotórax Hipertensivo: Diagnóstico e Conduta Imediata

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Homem de 35 anos, vítima de agressão física por arma branca, é encontrado caído no chão de um bar. Apresenta agitação psicomotora, cianose, turgência jugular e desvio da traqueia à esquerda. Pressão arterial de 90 x 40 mmHg; frequência cardíaca de 120 bpm; saturação periférica de O, de 87%. No local, o socorrista nota uma faca com lâmina penetrada no quarto espaço intercostal direito, na linha axilar anterior. O murmúrio vesicular encontra-se diminuído em todo o hemitórax direito, que se encontra hipertimpânico. A conduta imediata no atendimento pré-hospitalar deve ser

Alternativas

  1. A) extrair a faca da região torácica e substituir por curativo com três pontos de fixação.
  2. B) realizar cricotireoidostomia com agulha e ventilar o paciente com ambu com reservatório de oxigênio.
  3. C) puncionar a veia jugular interna esquerda do paciente e realizar reposição de volume com solução cristaloide.
  4. D) descomprimir o hemitórax direito com agulha no quinto espaço intercostal, entre a linha axilar anterior e média.

Pérola Clínica

Pneumotórax hipertensivo → Descompressão imediata com agulha no 5º EIC, linha axilar média.

Resumo-Chave

O paciente apresenta sinais clássicos de pneumotórax hipertensivo, uma emergência que exige descompressão imediata. A faca empalada, a instabilidade hemodinâmica, a cianose, a turgência jugular e o desvio de traqueia são indicativos críticos. A descompressão com agulha converte o pneumotórax hipertensivo em simples, estabilizando o paciente temporariamente.

Contexto Educacional

O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica decorrente do acúmulo progressivo de ar no espaço pleural, que não consegue sair, gerando um mecanismo de válvula unidirecional. É uma das causas mais graves de choque obstrutivo no trauma, com alta mortalidade se não tratado rapidamente, sendo crucial para residentes e profissionais de emergência que atuam no atendimento pré-hospitalar e hospitalar. Fisiopatologicamente, o aumento da pressão intratorácica comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino para o lado contralateral, comprometendo o retorno venoso ao coração e a função cardíaca. A suspeita diagnóstica é eminentemente clínica, baseada em sinais como hipotensão, taquicardia, desvio de traqueia, turgência jugular, cianose e ausência de murmúrio vesicular com hipertimpanismo no lado afetado, como observado no caso. O tratamento é a descompressão imediata do tórax, que pode ser realizada com agulha (toracocentese de alívio) no 5º espaço intercostal na linha axilar média ou no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular, seguida de drenagem torácica definitiva. A intervenção rápida é vital para reverter o choque, restabelecer a hemodinâmica e melhorar o prognóstico do paciente, sendo uma habilidade essencial para qualquer médico de emergência.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos de um pneumotórax hipertensivo?

Os sinais incluem hipotensão, taquicardia, desvio de traqueia, turgência jugular, cianose, agitação psicomotora, murmúrio vesicular diminuído e hipertimpanismo no hemitórax afetado.

Qual a conduta imediata para um pneumotórax hipertensivo no pré-hospitalar?

A conduta imediata é a descompressão torácica por agulha, preferencialmente no 5º espaço intercostal na linha axilar média, ou no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular, para aliviar a pressão intratorácica.

Por que não se deve remover o objeto empalado em um trauma torácico?

A remoção do objeto empalado pode causar hemorragia maciça e agravar a lesão, pois o objeto pode estar tamponando vasos sanguíneos ou órgãos. A estabilização externa do objeto é a conduta correta até a intervenção cirúrgica controlada.

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