HCAL - Hospital da Criança de Alagoas — Prova 2020
A conduta imediata a ser tomada ao se diagnosticar um pneumotórax hipertensivo é:
Pneumotórax hipertensivo → Descompressão imediata com agulha (2º EIC, linha hemiclavicular) + Drenagem definitiva.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que exige descompressão imediata para evitar colapso cardiovascular. A punção de alívio converte-o em pneumotórax simples, permitindo tempo para a drenagem torácica definitiva.
O pneumotórax hipertensivo é uma condição de emergência médica caracterizada pelo acúmulo de ar na cavidade pleural sob pressão positiva, levando ao colapso pulmonar e desvio mediastinal. Essa condição compromete gravemente o retorno venoso ao coração, resultando em choque obstrutivo e risco iminente de morte. É crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecerem rapidamente seus sinais e sintomas. A fisiopatologia envolve uma lesão unidirecional no pulmão ou parede torácica que permite a entrada de ar na pleura durante a inspiração, mas impede sua saída na expiração. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado em dispneia progressiva, dor torácica, taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia contralateral, turgência jugular e ausência de murmúrio vesicular. A suspeita clínica deve levar à ação imediata, sem esperar por exames de imagem. A conduta imediata é a descompressão torácica por agulha, realizada no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular, convertendo o pneumotórax hipertensivo em um pneumotórax simples. Este procedimento alivia a pressão e estabiliza o paciente, permitindo então a drenagem torácica definitiva com um dreno de tórax. O prognóstico depende da rapidez e eficácia da intervenção.
Os sinais incluem dispneia progressiva, dor torácica, taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia contralateral, turgência jugular e ausência de murmúrio vesicular no lado afetado.
A punção deve ser realizada com agulha calibrosa (14G ou 16G) no segundo espaço intercostal, linha hemiclavicular, sobre a borda superior da costela inferior.
A radiografia de tórax não é a conduta inicial porque o diagnóstico é clínico e a condição é uma emergência que exige intervenção imediata para salvar a vida do paciente, sem atrasos.
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