INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2020
Um paciente de 30 anos foi vítima de um trauma penetrante por arma branca no 4º espaço intercostal esquerdo. Apresenta confusão mental, agitação psicomotora, taquicardia, murmúrio diminuído em hemotórax esquerdo e timpanismo a percussão. Estava hipotenso e na reposição volêmica a pressão não se alterou. Considerando o caso descrito, assinale a alternativa CORRETA:
Trauma torácico + hipotensão refratária + murmúrio ↓ + timpanismo → Pneumotórax Hipertensivo = Descompressão imediata com agulha.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que cursa com choque obstrutivo e é caracterizado por hipotensão, taquicardia, murmúrio vesicular diminuído e timpanismo à percussão no lado afetado. O tratamento inicial e salvador é a descompressão imediata com agulha no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica com risco de vida, frequentemente associada a traumas torácicos penetrantes ou contusos, mas também pode ocorrer em pacientes com ventilação mecânica. Caracteriza-se pelo acúmulo progressivo de ar no espaço pleural, que não consegue escapar, levando a um aumento da pressão intratorácica. A fisiopatologia envolve um mecanismo de válvula unidirecional, onde o ar entra na cavidade pleural durante a inspiração, mas não consegue sair na expiração. Isso causa colapso pulmonar ipsilateral, desvio do mediastino para o lado contralateral, compressão das veias cavas e do coração, resultando em diminuição do retorno venoso, redução do débito cardíaco e choque obstrutivo. Os sinais incluem hipotensão, taquicardia, dispneia, desvio de traqueia (sinal tardio), turgência jugular, murmúrio vesicular ausente e timpanismo à percussão no hemitórax afetado. O diagnóstico é clínico e o tratamento deve ser imediato, sem esperar por exames de imagem. A conduta inicial é a descompressão com agulha (toracocentese de alívio), inserindo uma agulha calibrosa (calibre 14G ou 16G) no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no 4º/5º espaço intercostal na linha axilar média. Após a descompressão, um dreno torácico deve ser inserido para drenagem definitiva do ar e prevenção de recorrência. A rápida intervenção é crucial para evitar a morte do paciente.
Os sinais incluem hipotensão, taquicardia, dispneia intensa, desvio de traqueia (tardio), turgência jugular, murmúrio vesicular diminuído ou ausente e timpanismo à percussão no lado afetado.
O ar que entra no espaço pleural não consegue sair, aumentando a pressão intratorácica. Isso comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino, comprimindo as veias cavas e o coração, reduzindo o retorno venoso e o débito cardíaco, levando a choque obstrutivo.
O tratamento inicial é a descompressão imediata com agulha (toracocentese de alívio), inserindo uma agulha calibrosa (calibre 14G ou 16G) no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no 4º/5º espaço intercostal na linha axilar média, seguida pela inserção de um dreno torácico.
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