SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2015
Mariana, 25 anos, é trazida pelo SAMU ao hospital de trauma após sofrer acidente automobilístico na BR-230. Ao exame, apresenta-se dispneica, com agitação psicomotora e cianose de extremidades. Sua pressão arterial é de 95 x 65 mmHg; frequência cardíaca de 130 bpm; frequência respiratória de 26 irpm; timpanismo à percussão torácica, ausência do murmúrio vesicular na ausculta e ritmo cardíaco regular com bulhas normofonéticas. O diagnóstico mais provável, nesse caso é:
Pneumotórax hipertensivo = trauma + dispneia + hipotensão + timpanismo + MV ausente + desvio traqueal (tardio).
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que cursa com acúmulo progressivo de ar no espaço pleural, levando a colapso pulmonar, desvio de mediastino e comprometimento hemodinâmico. A tríade clássica inclui hipotensão, taquicardia e dispneia grave.
O pneumotórax hipertensivo é uma das condições mais críticas no trauma torácico, exigindo reconhecimento e intervenção imediatos para evitar a morte. Caracteriza-se pelo acúmulo progressivo de ar no espaço pleural sob pressão, que não consegue escapar, levando ao colapso completo do pulmão ipsilateral e ao desvio do mediastino para o lado contralateral. Este desvio comprime os grandes vasos e o coração, resultando em diminuição do retorno venoso, choque obstrutivo e insuficiência respiratória grave. Os sinais clínicos incluem dispneia intensa, taquicardia, hipotensão, agitação psicomotora, cianose, timpanismo à percussão e ausência de murmúrio vesicular no hemitórax afetado. A turgência jugular e o desvio de traqueia são sinais mais tardios e indicam um quadro avançado. O diagnóstico é clínico e não deve atrasar o tratamento, pois a radiografia de tórax pode ser enganosa ou atrasar a conduta. A conduta terapêutica é a descompressão imediata do tórax, que pode ser realizada por toracocentese de alívio (punção com agulha calibrosa) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média. Após a descompressão inicial, a drenagem torácica com selo d'água é o tratamento definitivo para permitir a reexpansão pulmonar e evitar a recorrência.
Os sinais clássicos incluem dispneia progressiva, taquicardia, hipotensão, timpanismo à percussão, ausência de murmúrio vesicular no lado afetado e, em casos avançados, desvio da traqueia e turgência jugular.
A conduta inicial é a descompressão imediata com agulha (toracocentese de alívio) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou quinto espaço intercostal na linha axilar média, seguida por drenagem torácica definitiva.
Ambos causam instabilidade hemodinâmica, mas o pneumotórax hipertensivo apresenta timpanismo e ausência de murmúrio vesicular no tórax, enquanto o tamponamento cardíaco cursa com abafamento de bulhas cardíacas e turgência jugular proeminente.
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