FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2017
Em se tratando de pneumotórax, temos o pneumotórax simples e o hipertensivo. Com relação ao diagnóstico, do hipertensivo, qual é o MELHOR exame?
Pneumotórax hipertensivo = EMERGÊNCIA CLÍNICA. Diagnóstico é EXCLUSIVAMENTE clínico, não radiológico.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que causa colapso cardiovascular e respiratório rapidamente. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado em sinais como desvio de traqueia, turgência jugular, hipotensão e ausência de murmúrio vesicular, e o tratamento (descompressão) não deve ser atrasado por exames de imagem.
O pneumotórax hipertensivo representa uma emergência médica grave, caracterizada pelo acúmulo progressivo de ar no espaço pleural sob pressão positiva, levando ao colapso pulmonar ipsilateral e ao desvio do mediastino para o lado contralateral. Este desvio comprime o coração e os grandes vasos, resultando em choque obstrutivo e insuficiência respiratória aguda. A rápida progressão do quadro exige reconhecimento e intervenção imediatos. O diagnóstico do pneumotórax hipertensivo é fundamentalmente clínico e não deve ser atrasado pela realização de exames de imagem. Os sinais e sintomas incluem dispneia intensa, dor torácica, taquicardia, hipotensão, turgência jugular, desvio da traqueia para o lado oposto ao pneumotórax, ausência ou diminuição do murmúrio vesicular e hiper-ressonância à percussão no hemitórax afetado. A fisiopatologia envolve um mecanismo de válvula unidirecional, onde o ar entra na cavidade pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração. A conduta imediata é a descompressão torácica de emergência, geralmente realizada através de uma toracocentese de alívio com agulha calibrosa no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular, ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média. Este procedimento visa liberar o ar sob pressão e reverter o comprometimento hemodinâmico. Após a descompressão inicial, a inserção de um dreno torácico é necessária para a drenagem contínua do ar e a reexpansão pulmonar. A espera por um raio-X de tórax pode ser fatal e é contraindicada nesta situação.
Os sinais incluem desvio da traqueia para o lado contralateral, turgência das veias jugulares, hipotensão, taquicardia, ausência ou diminuição do murmúrio vesicular no lado afetado e hiper-ressonância à percussão.
É uma emergência com risco de vida que exige intervenção imediata. A espera por exames de imagem atrasaria o tratamento e poderia ser fatal, pois a pressão intratorácica crescente compromete rapidamente a hemodinâmica.
A conduta imediata é a descompressão torácica com agulha (toracocentese de alívio) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular, seguida pela inserção de um dreno torácico.
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