UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
Paciente vítima de ferimento por arma branca em parede anterior do tórax, ao nível do quarto espaço intercostal D, foi trazido à emergência de um hospital. Durante a avaliação primária, verificou-se o seguinte quadro do paciente: bastante dispnéico, FR= 42 rpm, PA= 90x60 mmhg, FC 127 bpm, traqueia desviada para esquerda, distensão das veias jugulares, murmúrio vesicular bastante diminuído à direita, com hipertimpanismo à direita. Com base no texto, a conduta imediata é
Trauma torácico + dispneia + hipotensão + desvio traqueal + turgência jugular + MV ↓ + hipertimpanismo → Pneumotórax hipertensivo = Toracostomia de alívio imediata.
O quadro clínico descrito (dispneia, hipotensão, taquicardia, desvio de traqueia, turgência jugular, murmúrio vesicular diminuído e hipertimpanismo à direita após trauma torácico) é clássico de pneumotórax hipertensivo. Esta é uma emergência médica que causa choque obstrutivo e requer descompressão imediata do tórax para salvar a vida do paciente. A toracostomia de alívio (descompressão por agulha) é a conduta imediata.
O trauma torácico é uma causa frequente de morbimortalidade em emergências, e o pneumotórax hipertensivo é uma das condições mais letais que podem surgir. É crucial que profissionais de saúde, especialmente residentes, sejam capazes de reconhecer e tratar essa emergência de forma imediata e eficaz. O pneumotórax hipertensivo ocorre quando o ar entra no espaço pleural, mas não consegue sair, criando um mecanismo de válvula unidirecional. Isso leva a um acúmulo progressivo de ar, aumentando a pressão intratorácica. Essa pressão comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino para o lado oposto, e comprime os grandes vasos, impedindo o retorno venoso ao coração e levando a um choque obstrutivo. O diagnóstico é clínico e baseia-se em sinais como dispneia grave, hipotensão, taquicardia, desvio da traqueia para o lado contralateral, distensão das veias jugulares, ausência ou diminuição do murmúrio vesicular e hipertimpanismo à percussão no lado afetado. A conduta imediata é a toracostomia de alívio (descompressão por agulha) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média, para despressurizar o tórax. Exames de imagem, como radiografia ou tomografia, não devem atrasar essa intervenção salvadora. Após a descompressão, a drenagem torácica sob selo d'água é o tratamento definitivo.
Os sinais clássicos incluem dispneia progressiva, dor torácica, taquipneia, taquicardia, hipotensão, desvio da traqueia para o lado contralateral, distensão das veias jugulares, murmúrio vesicular abolido ou diminuído e hipertimpanismo à percussão no lado afetado.
É uma emergência porque o ar que entra no espaço pleural não consegue sair, aumentando a pressão intratorácica. Isso comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino, comprime o pulmão contralateral e os grandes vasos, levando a choque obstrutivo e colapso cardiovascular.
A toracostomia de alívio (descompressão por agulha) é a conduta imediata para liberar a pressão em um pneumotórax hipertensivo, transformando-o em um pneumotórax simples. A drenagem torácica sob selo d'água é o tratamento definitivo, realizado após a descompressão, para evacuar o ar e permitir a reexpansão pulmonar.
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