UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Paciente de 56 anos é trazido pelo Samu ao pronto atendimento de um hospital vítima de FAF com entrada em quarto espaço intercostal direito, no momento dispneico, referindo dor no peito e dificuldade para respirar. Apresentava turgescência jugular e desvio da traqueia para a esquerda, FC= 122bpm, FR= 29 rpm, PA= 84x40 mmhg. Com base no quadro acima,o provável diagnóstico é
Trauma torácico + dispneia + hipotensão + turgência jugular + desvio traqueal → Pneumotórax hipertensivo.
A tríade de hipotensão, turgência jugular e desvio de traqueia, em um contexto de trauma torácico com dispneia e taquicardia, é altamente sugestiva de pneumotórax hipertensivo. Esta é uma emergência médica que causa choque obstrutivo.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica potencialmente fatal, caracterizada pelo acúmulo progressivo de ar no espaço pleural, que não consegue escapar. Isso leva a um aumento da pressão intratorácica, colapso pulmonar ipsilateral e desvio do mediastino para o lado contralateral, comprometendo a função cardíaca e respiratória. Clinicamente, o paciente apresenta dispneia intensa, dor torácica, taquicardia e hipotensão (sinais de choque obstrutivo). Sinais distintivos incluem turgência jugular (devido à compressão da veia cava superior), desvio da traqueia para o lado oposto ao pneumotórax e abolição do murmúrio vesicular no hemitórax afetado. A etiologia mais comum é o trauma torácico, como ferimentos por arma de fogo ou acidentes automobilísticos. O diagnóstico é clínico e a conduta é imediata, sem esperar por exames de imagem. A descompressão torácica com agulha (toracocentese de alívio) seguida por drenagem torácica fechada é a medida salvadora. O reconhecimento rápido desses sinais é crucial para a sobrevida do paciente, sendo um tema de grande importância para residentes em emergência.
Os sinais clássicos incluem dispneia progressiva, dor torácica, taquicardia, hipotensão, turgência jugular, desvio da traqueia para o lado contralateral e abolição do murmúrio vesicular no lado afetado.
A hipotensão ocorre devido ao choque obstrutivo. O acúmulo de ar no espaço pleural aumenta a pressão intratorácica, comprimindo o coração e os grandes vasos, o que diminui o retorno venoso e, consequentemente, o débito cardíaco.
Ambos causam choque obstrutivo e turgência jugular. No pneumotórax hipertensivo, há desvio de traqueia e abolição do murmúrio vesicular. No tamponamento cardíaco, o abafamento de bulhas cardíacas e a ausência de desvio traqueal são mais comuns.
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