HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020
A conduta imediata a ser tomada ao se diagnosticar um pneumotórax hipertensivo é:
Pneumotórax hipertensivo → Punção de alívio (2º EIC, linha hemiclavicular) seguida de drenagem torácica.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que exige descompressão imediata para evitar colapso cardiovascular e respiratório. A punção de alívio converte-o em pneumotórax simples, permitindo tempo para a drenagem definitiva do tórax.
O pneumotórax hipertensivo é uma condição de emergência médica potencialmente fatal, caracterizada pelo acúmulo progressivo de ar no espaço pleural sob pressão positiva, levando ao colapso pulmonar ipsilateral e desvio mediastinal. É frequentemente associado a traumas torácicos, mas pode ocorrer espontaneamente ou após procedimentos médicos. Sua rápida identificação e manejo são cruciais para a sobrevida do paciente, sendo um tópico de alta relevância em provas de residência e na prática clínica de emergência. A fisiopatologia envolve um mecanismo de válvula unidirecional, onde o ar entra na cavidade pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração, aumentando a pressão intratorácica. Isso comprime o pulmão, desvia o mediastino, prejudica o retorno venoso ao coração e compromete a função cardíaca e respiratória. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado em sinais como dispneia intensa, dor torácica, hipotensão, taquicardia, turgência jugular, desvio de traqueia e ausência de murmúrio vesicular no lado afetado. A conduta imediata é a descompressão torácica por agulha (punção de alívio), que deve ser realizada sem demora, mesmo antes da confirmação radiológica. Após a estabilização inicial, a drenagem torácica com um dreno de tórax conectado a um sistema de selo d'água é o tratamento definitivo. O prognóstico é bom se a intervenção for rápida, mas o atraso no tratamento pode levar a choque obstrutivo e óbito. É fundamental que residentes e profissionais de emergência dominem essa sequência de ações.
Os sinais incluem desvio de traqueia para o lado contralateral, turgência jugular, hipotensão, taquicardia, ausência de murmúrio vesicular no lado afetado e hiper-ressonância à percussão. O diagnóstico é clínico e a gravidade exige intervenção imediata.
A punção de alívio deve ser realizada com agulha calibrosa (ex: jelco 14G) no segundo espaço intercostal, linha hemiclavicular, ou no quinto espaço intercostal, linha axilar média. O objetivo é liberar o ar sob pressão e converter o pneumotórax hipertensivo em simples.
A punção de alívio é uma medida temporária para estabilizar o paciente. A drenagem torácica é o tratamento definitivo, pois permite a remoção contínua do ar e a reexpansão pulmonar, prevenindo a recorrência da pressão intratorácica elevada.
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