FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2024
Paciente, 45 anos, é trazido à emergência após um acidente de carro grave. Ele apresenta hipotensão, taquicardia, taquipneia e desorientação. Ao exame físico, você identifica crepitação subcutânea no pescoço. Qual a principal suspeita diagnóstica e conduta inicial para este paciente?
Trauma torácico + hipotensão + taquicardia + crepitação cervical → Pneumotórax hipertensivo = Drenagem com agulha.
A crepitação subcutânea no pescoço, em um contexto de trauma torácico grave com sinais de choque (hipotensão, taquicardia), sugere vazamento de ar para o tecido subcutâneo, frequentemente associado a pneumotórax. A deterioração hemodinâmica e respiratória aponta para um pneumotórax hipertensivo, uma emergência que exige descompressão imediata.
O trauma torácico é uma causa significativa de morbidade e mortalidade, e o pneumotórax hipertensivo é uma das condições mais letais que podem surgir. É caracterizado pelo acúmulo progressivo de ar na cavidade pleural, que não consegue escapar, levando a um aumento da pressão intratorácica. Essa pressão comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino para o lado contralateral, prejudicando o retorno venoso ao coração e resultando em choque obstrutivo. Os sinais clínicos clássicos incluem hipotensão, taquicardia, taquipneia, desvio de traqueia (sinal tardio), turgência jugular, abolição do murmúrio vesicular e hiperressonância à percussão no lado afetado. A crepitação subcutânea no pescoço e tórax é um achado importante que indica a presença de ar nos tecidos moles, reforçando a suspeita de pneumotórax. O diagnóstico é eminentemente clínico e não deve ser atrasado por exames de imagem. A conduta inicial e salvadora é a descompressão imediata com agulha (toracocentese de alívio), realizada no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média. Este procedimento transforma o pneumotórax hipertensivo em um pneumotórax simples, permitindo a estabilização do paciente até que um dreno torácico definitivo possa ser inserido. É uma habilidade crítica para qualquer residente que atue em emergência.
Os sinais incluem hipotensão, taquicardia, taquipneia, desvio de traqueia (tardio), turgência jugular, abolição do murmúrio vesicular e hiperressonância à percussão no lado afetado, além de crepitação subcutânea.
A conduta inicial é a descompressão imediata com agulha (toracocentese de alívio) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média, seguida por drenagem torácica definitiva.
A crepitação subcutânea no pescoço indica enfisema subcutâneo, que ocorre quando o ar vaza da cavidade pleural ou do mediastino para os tecidos moles, sendo um forte indício de lesão pulmonar ou traqueobrônquica associada a pneumotórax.
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