FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2024
Paciente do sexo masculino, 40 anos, dá entrada no pronto-socorro com queixa de dor torácica súbita, dispneia intensa e tosse produtiva. No exame físico, apresenta taquipneia cianose de extremidades, FR = 38 ipm, SpO₂ = 88% em ar ambiente. Ao exame do tórax, é observado desvio da traqueia para o lado direito e redução do murmúrios vesiculares em todo o hemitórax esquerdo. A radiografia de tórax revela colapso pulmonar total do hemitórax esquerdo. Qual é a intervenção imediata para esta situação clínica?
Pneumotórax hipertensivo → desvio de traqueia, murmúrios ↓, instabilidade hemodinâmica = descompressão imediata.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que requer descompressão imediata. O desvio da traqueia e a redução do murmúrio vesicular no lado afetado são sinais clássicos de compressão mediastinal e colapso pulmonar.
O pneumotórax hipertensivo é uma condição de emergência médica caracterizada pelo acúmulo de ar na cavidade pleural sob pressão positiva, que colapsa o pulmão ipsilateral e desvia o mediastino para o lado oposto. É uma das causas de choque obstrutivo e insuficiência respiratória aguda. Clinicamente, manifesta-se com dor torácica súbita, dispneia intensa, taquipneia, cianose, desvio da traqueia e ausência ou diminuição do murmúrio vesicular no lado afetado. A radiografia de tórax confirma o colapso pulmonar e o desvio mediastinal, mas o diagnóstico é primariamente clínico. A intervenção imediata é crucial e consiste na descompressão por agulha, seguida pela inserção de um dreno torácico para evacuar o ar e restabelecer a pressão negativa na cavidade pleural. O atraso no tratamento pode levar rapidamente à morte.
Os sinais incluem dor torácica súbita, dispneia intensa, taquipneia, cianose, desvio da traqueia para o lado contralateral, turgência jugular e ausência ou redução acentuada do murmúrio vesicular no hemitórax afetado.
A intervenção imediata é a descompressão por agulha (toracocentese de alívio) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular, seguida pela drenagem torácica definitiva com um dreno de tórax.
É uma emergência porque o ar acumulado na cavidade pleural sob pressão positiva comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino, e compromete o retorno venoso ao coração, levando a choque obstrutivo e parada cardiorrespiratória.
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