HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Paciente 35 anos é admitido no PS vítima de acidente automobilístico de alta energia. Era o condutor, sem uso de cinto de segurança. Colisão frontal auto-anteparo. Apresentava sinais de trauma em face anterior de tórax (hematomas e escoriações em parede torácica anterior esquerda). Ao exame na sala de admissão: dificuldade respiratória, dispnéia, murmúrio vesicular abolido em hemitórax esquerdo, hipertimpanismo à percussão, estases de jugulares, bulhas cardíacas normofonéticas. PA: 80/40; FC 130. Considerando a cinemática do trauma e achados do exame físico o possível diagnostico é:
Trauma torácico + dispneia + MV abolido + hipertimpanismo + estase jugular + hipotensão = Pneumotórax Hipertensivo.
O quadro clínico de um paciente vítima de trauma de alta energia, apresentando dificuldade respiratória, murmúrio vesicular abolido e hipertimpanismo no hemitórax esquerdo, associado a estase de jugulares, hipotensão e taquicardia, é clássico de pneumotórax hipertensivo. Esta é uma emergência médica que causa choque obstrutivo e requer descompressão imediata.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica com risco de vida que ocorre quando o ar entra na cavidade pleural, mas não consegue sair, resultando em acúmulo progressivo de pressão. Essa pressão comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino para o lado contralateral, e impede o retorno venoso ao coração, levando a um choque obstrutivo. É uma das lesões "killer" do trauma torácico e seu reconhecimento e tratamento são cruciais. A cinemática do trauma de alta energia, especialmente sem cinto de segurança, aumenta o risco de lesões torácicas graves. Os achados clínicos de dispneia, murmúrio vesicular abolido, hipertimpanismo à percussão no hemitórax afetado, estase de jugulares, hipotensão e taquicardia são patognomônicos do pneumotórax hipertensivo. É importante diferenciar de outras causas de choque no trauma, como o tamponamento cardíaco, onde as bulhas cardíacas seriam hipofonéticas e não haveria alteração pulmonar unilateral. O tratamento do pneumotórax hipertensivo é uma emergência e não deve ser adiado para exames de imagem. A descompressão imediata é a prioridade, realizada por toracocentese de alívio (punção com agulha calibrosa no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média), seguida pela inserção de um dreno torácico definitivo. A falha em reconhecer e tratar prontamente pode levar rapidamente à morte do paciente.
Os sinais clássicos incluem dispneia progressiva, taquipneia, taquicardia, hipotensão, murmúrio vesicular abolido e hipertimpanismo à percussão no hemitórax afetado, estase de jugulares e, em casos avançados, desvio de traqueia contralateral.
O pneumotórax hipertensivo causa acúmulo de ar sob pressão na cavidade pleural, que comprime o pulmão e desvia o mediastino, dificultando o retorno venoso ao coração (choque obstrutivo), o que leva à hipotensão e à estase de jugulares.
A conduta inicial é a descompressão torácica imediata com agulha (toracocentese de alívio) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média, seguida pela inserção de um dreno torácico.
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