Pneumotórax Hipertensivo: Diagnóstico e Conduta Imediata

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

Paciente masculino, 28 anos, vítima de colisão auto-auto. Chega ao Pronto Socorro para sua avaliação. A - Vias aéreas estavam pérvias e paciente estava com colar cervical; B – respiração regular, FR 30 ipm, SatO2 88%, murmúrio vesicular ausente à esquerda e com timpanismo na percussão; C – PA 70/40 mmHg, FC 122 bpm, perfusão lentificada, pele fria; D – pupilas isocóricas e fotorreagentes, Glasgow 14; E – não evidenciada fratura de ossos longos, pelve estável, abdome sem equimoses. Após monitorização, oxigênio e acesso venoso, qual deverá ser sua próxima conduta imediata nesse caso?

Alternativas

  1. A) Infundir de 2.000 mL de cristaloide em bolus.
  2. B) Realizar radiografia de tórax.
  3. C) Realizar toracocentese de alívio.
  4. D) Realizar ultrassom point-of-care.
  5. E) Infundir noradrenalina em bomba 0,1 mcg/kg/min.

Pérola Clínica

Trauma torácico + MV ausente + timpanismo + choque → Pneumotórax hipertensivo = Toracocentese de alívio imediata.

Resumo-Chave

O paciente apresenta sinais clássicos de pneumotórax hipertensivo: trauma, dispneia, taquipneia, hipóxia, ausência de murmúrio vesicular e timpanismo à percussão no hemitórax afetado, além de sinais de choque obstrutivo (hipotensão, taquicardia, má perfusão). Esta é uma emergência médica que requer descompressão imediata para evitar colapso cardiovascular e respiratório.

Contexto Educacional

O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica grave, frequentemente associada a traumas torácicos, que exige reconhecimento e intervenção imediatos. Caracteriza-se pelo acúmulo progressivo de ar no espaço pleural, que não consegue escapar, levando a um aumento da pressão intratorácica. Essa pressão comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino para o lado contralateral, e comprime o coração e os grandes vasos, resultando em comprometimento hemodinâmico e respiratório grave. É uma das causas de choque obstrutivo no trauma e deve ser prontamente identificada na avaliação primária do paciente traumatizado.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos de um pneumotórax hipertensivo?

Os sinais incluem dispneia progressiva, taquipneia, taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia (tardio), distensão de veias jugulares, ausência de murmúrio vesicular e timpanismo à percussão no lado afetado, e hipóxia.

Por que a toracocentese de alívio é a conduta imediata no pneumotórax hipertensivo?

A toracocentese de alívio despressuriza o espaço pleural, revertendo o colapso pulmonar e o desvio mediastinal que comprometem o retorno venoso e a função cardíaca, sendo um procedimento salvador de vida que não pode ser atrasado.

Como diferenciar um pneumotórax hipertensivo de um pneumotórax simples?

A principal diferença é a instabilidade hemodinâmica e o comprometimento respiratório grave no pneumotórax hipertensivo, que é causado pelo acúmulo progressivo de ar sob pressão no espaço pleural, levando ao choque obstrutivo. O pneumotórax simples pode ser assintomático ou causar apenas dispneia leve e dor torácica.

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