CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021
Paciente do sexo masculino, 22 anos, vítima de queda de motocicleta (relato de acidente em alta velocidade), é trazido ao pronto socorro por terceiros, com importante escoriação em cabeça e tórax. Não usava capacete. É atendido na sala de trauma inconsciente e bastante dispneico (FR: 32irpm), taquicárdico, hipotenso, com turgência jugular bilateral e desvio de traquéia para a esquerda. Ao exame do tórax, observamos discreto abaulamento em hemitórax direito, com aparente hipertimpanismo e murmúrio vesicular abolido. Hemitórax esquerdo sem alterações.Assinale a alternativa INCORRETA:
Pneumotórax hipertensivo (dispneia, hipotensão, turgência jugular, desvio traqueal) → Descompressão imediata por agulha.
Em um pneumotórax hipertensivo, a prioridade é a descompressão imediata do tórax com agulha para aliviar a pressão intratorácica e reverter o choque obstrutivo, antes da drenagem torácica definitiva.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que ocorre quando o ar entra no espaço pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração, levando a um acúmulo progressivo de ar sob pressão. Essa condição é frequentemente associada a traumas torácicos e pode ser rapidamente fatal se não tratada. A fisiopatologia envolve o aumento da pressão intratorácica, que colapsa o pulmão ipsilateral e desvia o mediastino para o lado contralateral. Isso comprime as grandes veias e o coração, impedindo o retorno venoso e resultando em choque obstrutivo. Os sinais clínicos incluem dispneia, hipotensão, taquicardia, turgência jugular e desvio traqueal. O tratamento é uma emergência e deve ser iniciado com a descompressão imediata por agulha para aliviar a pressão, seguida pela inserção de um dreno torácico (drenagem fechada de tórax) para permitir a saída contínua do ar e a reexpansão pulmonar. O reconhecimento rápido e a intervenção precoce são cruciais para a sobrevida do paciente.
Os sinais clássicos incluem dispneia progressiva, taquicardia, hipotensão, turgência jugular, desvio da traqueia para o lado contralateral, abolição do murmúrio vesicular e hipertimpanismo no hemitórax afetado.
A conduta inicial imediata é a descompressão por agulha (toracocentese de alívio), realizada no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no 5º espaço intercostal na linha axilar média, seguida pela drenagem torácica definitiva.
O acúmulo de ar sob pressão no espaço pleural colapsa o pulmão e empurra o mediastino, comprimindo as veias cavas e o coração, o que impede o retorno venoso e diminui o débito cardíaco, resultando em choque obstrutivo.
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