HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
Homem de 28 anos, vítima de atropelamento por um carro. Deu entrada no Pronto Socorro alerta, ansioso, com respiração ruidosa e esforço respiratório. Sua coluna cervical está imobilizada e ele está recebendo um fluxo de 12l/min de oxigênio a 100% em máscara não- reinalante. O pulso central é fraco e não há pulso periférico. A traquéia está desviada para a direita e o murmúrio vesicular está abolido a esquerda, onde a percussão mostra timpanismo. FR: 50ipm; FC: 140bpm; PA: 78x50mmHg, SatO2: 90%. Qual o procedimento e local preferido para a realização do tratamento emergencial imediato neste caso?
Pneumotórax hipertensivo → Descompressão imediata com agulha (toracocentese) no 5º EIC, linha axilar anterior.
O quadro clínico de desvio de traqueia, murmúrio vesicular abolido, timpanismo à percussão, taquicardia, hipotensão e hipoxemia em um paciente traumatizado é altamente sugestivo de pneumotórax hipertensivo, uma emergência médica que requer descompressão imediata para evitar choque obstrutivo e morte.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que ameaça a vida, caracterizada pelo acúmulo progressivo de ar no espaço pleural sob pressão positiva, levando ao colapso pulmonar ipsilateral, desvio do mediastino e compressão do pulmão contralateral e grandes vasos. No contexto de trauma torácico, como o atropelamento, sua identificação e tratamento imediatos são cruciais para prevenir o choque obstrutivo e a morte. O diagnóstico é clínico e não deve ser atrasado por exames de imagem. Os sinais incluem taquipneia, taquicardia, hipotensão, desvio da traqueia para o lado oposto, distensão das veias do pescoço, murmúrio vesicular abolido e timpanismo à percussão no lado afetado. A fisiopatologia envolve uma lesão pulmonar que atua como válvula unidirecional, permitindo a entrada de ar na pleura durante a inspiração, mas impedindo sua saída. O tratamento emergencial é a descompressão imediata do tórax. A toracocentese de alívio com agulha é o procedimento inicial, convertendo o pneumotórax hipertensivo em um pneumotórax simples. O local preferencial para essa intervenção é o 5º espaço intercostal, na linha axilar anterior, utilizando uma agulha de grosso calibre. Após a descompressão inicial, a drenagem torácica definitiva deve ser realizada.
Os sinais clássicos incluem desvio de traqueia para o lado contralateral, murmúrio vesicular abolido no lado afetado, timpanismo à percussão, hipotensão, taquicardia, taquipneia e distensão das veias do pescoço (embora nem sempre presente em hipovolemia).
O tratamento emergencial é a descompressão com agulha (toracocentese de alívio), que deve ser realizada imediatamente para converter o pneumotórax hipertensivo em simples, seguida de drenagem torácica definitiva.
O local preferencial para a toracocentese de alívio é o 5º espaço intercostal, na linha axilar anterior, pois oferece maior segurança e eficácia, minimizando o risco de lesão de estruturas intratorácicas e garantindo a descompressão adequada.
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