UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015
Homem de 35 anos de idade chega ao Pronto-Socorro trazido pelo Serviço de Atendimento ao Trauma, vítima de queda de moto há cerca de 20 minutos. Ao exame primário apresenta se com vias aéreas livres, dispneico e taquicárdico, com queixa de dor intensa em hemitórax esquerdo e ausência de murmúrio vesicular.Com base na história e exame primário:Qual a localização da drenagem no hemitórax?Qual a primeira manobra a se realizar após a abertura da cavidade pleural?
Pneumotórax hipertensivo → descompressão imediata com agulha no 2º EIC (linha hemiclavicular) ou drenagem no 5º EIC (linha axilar média/anterior).
O quadro clínico (trauma, dispneia, taquicardia, dor intensa, ausência de murmúrio vesicular) é altamente sugestivo de pneumotórax, possivelmente hipertensivo. A primeira manobra para aliviar a pressão é a descompressão com agulha, seguida da drenagem torácica definitiva. A localização padrão para drenagem é o 5º espaço intercostal, linha axilar média ou anterior.
O trauma torácico é uma causa comum de morbimortalidade, e o pneumotórax hipertensivo é uma das condições mais letais que exigem reconhecimento e intervenção imediatos. Ele ocorre quando o ar entra na cavidade pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração, levando a um acúmulo progressivo de ar que comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino e compromete o retorno venoso, resultando em choque obstrutivo. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de dispneia, taquicardia e hipotensão, associada a achados como ausência de murmúrio vesicular, hiperressonância à percussão, desvio de traqueia e turgência jugular. A radiografia de tórax pode confirmar, mas não deve atrasar a intervenção em um paciente instável. A fisiopatologia envolve um mecanismo de válvula unidirecional que aprisiona o ar no espaço pleural. A conduta mais adequada e a primeira manobra a ser realizada é a descompressão imediata com agulha (toracostomia de alívio) no 2º espaço intercostal, na linha hemiclavicular, no lado afetado. Isso converte o pneumotórax hipertensivo em um pneumotórax simples, permitindo a estabilização do paciente. Posteriormente, deve-se realizar a drenagem torácica definitiva, que é feita no 5º espaço intercostal, na linha axilar média ou anterior. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção.
Os sinais incluem dispneia progressiva, taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia contralateral, turgência jugular, hiperressonância à percussão e abolição do murmúrio vesicular no hemitórax afetado.
A drenagem torácica para pneumotórax é classicamente realizada no 5º espaço intercostal, na linha axilar média ou anterior. Para descompressão de emergência com agulha, o 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular é o local preferencial.
A primeira manobra é a descompressão imediata com agulha (toracostomia de alívio) no 2º espaço intercostal, linha hemiclavicular, no lado afetado, para converter o pneumotórax hipertensivo em simples, seguida de drenagem torácica definitiva.
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