Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2026
Homem de 29 anos chega ao pronto-socorro após acidente automobilístico. Está confuso, taquicárdico e com respiração superficial. Ausculta torácica reduzida à esquerda. Qual a conduta inicial?
Instabilidade + MV reduzido + Hiperressonância → Descompressão imediata (não aguardar RX).
O pneumotórax hipertensivo é um diagnóstico clínico e uma emergência com risco de vida; a descompressão deve preceder qualquer exame de imagem.
No trauma torácico, o pneumotórax hipertensivo ocorre quando o ar entra no espaço pleural mas não consegue sair, criando um mecanismo de válvula unidirecional. Isso causa um aumento progressivo da pressão intratorácica, colapsando o pulmão ipsilateral e desviando o mediastino para o lado oposto. Esse desvio mediastinal comprime as veias cavas, reduzindo drasticamente o retorno venoso ao coração, o que leva ao choque obstrutivo e parada cardiorrespiratória se não tratado. O diagnóstico é estritamente clínico, baseado em desconforto respiratório grave, taquicardia, hipotensão, ausência de murmúrio vesicular e timpanismo à percussão. O tratamento imediato é a descompressão torácica, seguida obrigatoriamente pela inserção de um dreno de tórax (toracostomia).
A tríade clássica inclui desvio de traqueia, turgência jugular e hipotensão, embora nem todos os sinais estejam presentes simultaneamente, especialmente em pacientes hipovolêmicos.
De acordo com o ATLS 10ª edição, a descompressão por agulha em adultos deve ser realizada no 5º espaço intercostal, entre a linha axilar anterior e média, ou no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular.
A toracocentese de alívio (agulha) é uma medida temporária para converter um pneumotórax hipertensivo em simples, enquanto a toracostomia com dreno em selo d'água é o tratamento definitivo.
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