Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Homem de 38 anos, obeso mórbido, dá entrada no Pronto-Socorro por descompensação diabética, e após avaliação inicial, recebe indicação de internação para hidratação por via intravenosa por desidratação moderada e tratamento clínico adequado. Após as condutas iniciais tomadas na sala de emergência, apresenta dispneia intensa súbita e o médico solicita o rX demonstrado a seguir.Em face do exposto, assinale a alternativa correta.
Dispneia súbita + acesso venoso central + imagem de pneumotórax → Complicação de procedimento.
A dispneia súbita após a inserção de um acesso venoso central, especialmente em subclávia, deve levantar a suspeita de pneumotórax como complicação. A radiografia de tórax é fundamental para confirmar o diagnóstico, mostrando a ausência de trama vascular e o desvio da pleura visceral.
O pneumotórax é a presença de ar no espaço pleural, resultando no colapso parcial ou total do pulmão. É uma condição que pode ser espontânea ou secundária a traumas, doenças pulmonares ou procedimentos médicos. A dispneia súbita e a dor torácica são sintomas clássicos, e a suspeita clínica deve ser alta em pacientes que desenvolveram esses sintomas após um procedimento invasivo. A inserção de acesso venoso central, particularmente em veias subclávias ou jugulares internas, é uma causa comum de pneumotórax iatrogênico. A agulha pode perfurar a pleura, permitindo que o ar entre no espaço pleural. Em pacientes obesos mórbidos, a anatomia pode ser mais desafiadora, aumentando o risco de complicações. A radiografia de tórax é o método diagnóstico padrão, mostrando a linha da pleura visceral e a ausência de trama vascular além dela. O manejo do pneumotórax depende do seu tamanho e da estabilidade clínica do paciente. Pequenos pneumotórax podem ser observados, enquanto os maiores ou sintomáticos requerem drenagem torácica. A prevenção, através de técnica asséptica rigorosa e ultrassonografia para guiar a punção, é fundamental para minimizar o risco dessa complicação potencialmente grave. O reconhecimento rápido e a intervenção adequada são cruciais para evitar a progressão para um pneumotórax hipertensivo, uma emergência com risco de vida.
Os sinais clínicos incluem dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquipneia e, ao exame físico, pode-se encontrar murmúrio vesicular diminuído ou abolido, hiperressonância à percussão e desvio da traqueia em casos de pneumotórax hipertensivo.
A inserção de acesso venoso central, especialmente em veias subclávias ou jugulares internas, envolve a passagem da agulha próxima ao ápice pulmonar. Uma perfuração acidental da pleura parietal e visceral pode levar ao extravasamento de ar para o espaço pleural, causando pneumotórax.
A radiografia de tórax é o exame de escolha para confirmar o pneumotórax. Ela revela a presença de ar no espaço pleural, caracterizada pela ausência de trama vascular pulmonar na área afetada e a visualização da linha da pleura visceral, separada da parede torácica.
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