UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Sobre o pneumotórax espontâneo secundário, assinale a alternativa correta:
Pneumotórax secundário (doença prévia) = Maior gravidade e risco de insuficiência respiratória aguda.
O pneumotórax espontâneo secundário ocorre em pulmões já comprometidos (ex: DPOC), o que reduz drasticamente a reserva funcional e aumenta a morbimortalidade em comparação ao primário.
O pneumotórax espontâneo secundário (PES) é definido pela presença de ar no espaço pleural em decorrência de uma doença pulmonar subjacente. A fisiopatologia envolve a ruptura de bolhas ou áreas de enfisema. Clinicamente, o paciente apresenta dispneia súbita e dor torácica, mas os sinais físicos podem ser mascarados pela doença de base (ex: tórax em tonel no DPOC). O manejo é mais agressivo que no pneumotórax primário. A simples aspiração por agulha tem taxas de sucesso menores no PES. A drenagem com tubo de tórax é o padrão. Após a resolução do escape aéreo, deve-se considerar fortemente a prevenção de recorrência, pois a mortalidade em episódios subsequentes é elevada. A pleurodese química via dreno ou a videotoracoscopia (VATS) com grampeamento de bolhas são opções dependendo do status clínico do paciente.
A gravidade reside na falta de reserva funcional do paciente. No pneumotórax primário, o pulmão contralateral costuma ser saudável e compensar a troca gasosa. No secundário, o paciente já possui uma doença de base (como DPOC, que é a causa mais comum). Assim, mesmo um pneumotórax pequeno pode levar rapidamente à hipoxemia severa, hipercapnia e insuficiência respiratória aguda, exigindo intervenção imediata.
Diferente do pneumotórax primário pequeno, que pode ser observado, o secundário quase sempre exige drenagem torácica imediata (pleurostomia com selo d'água). Devido ao alto risco de recorrência (até 50%) e à gravidade de um novo episódio, diretrizes frequentemente recomendam procedimentos definitivos, como pleurodese química ou cirúrgica, já no primeiro episódio após a reexpansão pulmonar.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), especificamente o enfisema com formação de bolhas, é a causa principal. Outras etiologias importantes incluem a tuberculose (especialmente em países em desenvolvimento), fibrose cística, pneumonia por Pneumocystis jirovecii (em pacientes com HIV), neoplasias pulmonares e doenças intersticiais.
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