UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015
Paciente previamente hígido estava deitado em casa quando sentiu subitamente dor pleurítica em pontada, seguida por dispneia progressiva e tosse seca. Ao chegar ao pronto-socorro, a radiografia de tórax evidenciou pneumotórax. O diagnóstico mais provável é:
Dor pleurítica súbita + dispneia + tosse seca em paciente hígido com pneumotórax no RX = Pneumotórax espontâneo.
A apresentação clínica de dor pleurítica súbita, dispneia progressiva e tosse seca em um paciente previamente hígido, com evidência de pneumotórax na radiografia de tórax, é altamente sugestiva de pneumotórax espontâneo. Este tipo de pneumotórax ocorre sem trauma ou doença pulmonar subjacente aparente.
O pneumotórax é a presença de ar no espaço pleural, resultando no colabamento parcial ou total do pulmão. O pneumotórax espontâneo primário é uma condição comum, especialmente em homens jovens, altos e magros, e em tabagistas, sem evidência de doença pulmonar subjacente. A fisiopatologia envolve a ruptura de pequenas bolhas subpleurais (blebs) ou bolhas apicais, permitindo que o ar escape para o espaço pleural. É uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento rápidos. Os sintomas clássicos incluem dor torácica pleurítica de início súbito, que pode ser em pontada e piorar com a respiração, dispneia progressiva e tosse seca. Ao exame físico, pode-se encontrar murmúrio vesicular diminuído ou ausente, hiper-ressonância à percussão e diminuição do frêmito tóraco-vocal no lado afetado. O diagnóstico é confirmado por radiografia de tórax, que mostra a linha da pleura visceral separada da parede torácica, com ausência de trama vascular distal a essa linha. O tratamento depende do tamanho do pneumotórax e da estabilidade clínica do paciente. Pequenos pneumotórax em pacientes assintomáticos podem ser observados. Pneumotórax maiores ou sintomáticos geralmente requerem aspiração simples ou drenagem torácica. O conhecimento dos sinais e sintomas, bem como a interpretação da radiografia de tórax, são habilidades essenciais para o residente, pois o diagnóstico precoce e a conduta adequada são cruciais para evitar complicações como o pneumotórax hipertensivo.
Os sintomas clássicos do pneumotórax espontâneo incluem dor torácica pleurítica de início súbito, geralmente em pontada, dispneia progressiva e tosse seca. A intensidade dos sintomas varia com o tamanho do pneumotórax.
O diagnóstico de pneumotórax é feito principalmente pela radiografia de tórax, que evidencia a presença de ar no espaço pleural e o colabamento do pulmão. Em casos duvidosos ou para melhor avaliação, a tomografia computadorizada pode ser utilizada.
O pneumotórax espontâneo primário ocorre em pacientes sem doença pulmonar subjacente aparente, geralmente jovens e magros. O secundário ocorre como complicação de uma doença pulmonar preexistente, como DPOC, fibrose cística ou pneumonia por Pneumocystis.
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