HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2026
Sobre o pneumotórax espontâneo primário, é correto afirmar que:
Jovem + longilíneo + dor súbita + sem doença prévia = Pneumotórax Espontâneo Primário.
O pneumotórax espontâneo primário decorre da ruptura de blebs subpleurais em pacientes sem patologia pulmonar conhecida, sendo o biotipo longilíneo o fator de risco clássico.
O pneumotórax espontâneo primário (PEP) é uma emergência comum em prontos-socorros, afetando predominantemente homens jovens, altos e magros (longilíneos). A fisiopatologia envolve a ruptura de blebs, possivelmente relacionadas a um crescimento pulmonar mais rápido que o vascular durante a puberdade, gerando maior pressão negativa nos ápices. Diferencia-se do pneumotórax secundário por ocorrer em pulmões previamente 'sadios'. O manejo evoluiu para abordagens menos invasivas, priorizando a observação ou aspiração por agulha em casos estáveis, reservando a drenagem tubular para casos volumosos, instáveis ou recorrentes. A cessação do tabagismo é a intervenção mais importante para reduzir o risco de recorrência a longo prazo.
A causa mais aceita é a ruptura de pequenas bolhas de ar subpleurais, conhecidas como 'blebs', localizadas geralmente nos ápices pulmonares. Embora o paciente não tenha uma doença pulmonar difusa (como DPOC), essas alterações estruturais localizadas predispõem ao escape de ar para o espaço pleural após um aumento da pressão transpulmonar ou estresse mecânico.
O diagnóstico é clínico-radiológico. O paciente apresenta dor torácica súbita e dispneia. Ao exame físico, observa-se redução do murmúrio vesicular e timpanismo à percussão no lado afetado. A confirmação é feita por radiografia de tórax em inspiração, onde se visualiza a linha da pleura visceral afastada da parede torácica sem tramas vasculares periféricas.
Para pneumotórax pequenos (distância pleura-parede < 2 cm no hilo) em pacientes assintomáticos ou com sintomas leves, a conduta pode ser conservadora com observação hospitalar e oxigenoterapia (que acelera a reabsorção do ar em até 4 vezes). Se houver estabilidade em 4-6 horas e acesso fácil ao hospital, o seguimento ambulatorial pode ser considerado.
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