Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, de 22 anos, tabagista ½ maço/dia; deu entrada no pronto-socorro com dispnéia e dor torácica à direita, de início súbito, quando assistia à televisão. Nega comorbidades e refere ser essa a primeira vez que recebe atendimento médico em toda sua vida. Ao exame físico: BEG, corado, hidratado, afebril. Taquipnéico com FR 18irpm. MV diminuído à direita. Sat. 92% em ar ambiente. Radiografia de tórax evidencia ausência parcial de trama vasculo-brônquica à direita e linha pulmonar compatível com pneumotórax volumoso. Nesse caso, o diagnóstico e o tratamento são, respectivamente:
Jovem, tabagista, sem doença pulmonar prévia + pneumotórax volumoso → Pneumotórax espontâneo primário e drenagem.
O pneumotórax espontâneo primário ocorre em indivíduos sem doença pulmonar subjacente conhecida, geralmente jovens e tabagistas, devido à ruptura de bolhas subpleurais. Um pneumotórax volumoso, com sintomas significativos como dispneia e hipoxemia, requer drenagem pleural para reexpansão pulmonar.
O pneumotórax é a presença de ar no espaço pleural, resultando em colapso pulmonar. O pneumotórax espontâneo primário (PEP) ocorre em indivíduos sem doença pulmonar subjacente clinicamente aparente, sendo mais comum em homens jovens, altos e magros, e tabagistas, devido à ruptura de pequenas bolhas subpleurais. O tabagismo, mesmo em ½ maço/dia, é um fator de risco importante. A apresentação clínica típica inclui início súbito de dor torácica pleurítica e dispneia. Ao exame físico, pode-se encontrar murmúrio vesicular diminuído ou ausente no lado afetado, hiperressonância à percussão e taquipneia. A radiografia de tórax é o método diagnóstico padrão, evidenciando a linha da pleura visceral e a ausência de trama vasculobrônquica distal a ela. Um pneumotórax é considerado volumoso quando o espaço entre a parede torácica e a pleura visceral é maior que 2 cm no hilo ou quando o colapso pulmonar é superior a 20%. A conduta para um pneumotórax espontâneo primário volumoso e sintomático é a drenagem pleural. Isso permite a remoção do ar do espaço pleural, a reexpansão do pulmão e o alívio dos sintomas. Em casos de pneumotórax pequeno e assintomático, a observação pode ser uma opção, mas não é o caso aqui devido à dispneia, hipoxemia e volumosidade.
O primário ocorre em indivíduos sem doença pulmonar subjacente aparente, geralmente devido à ruptura de bolhas pleurais. O secundário ocorre em pacientes com doença pulmonar preexistente (ex: DPOC, fibrose cística), que aumenta o risco de ruptura de bolhas ou cistos.
A drenagem pleural é indicada para pneumotórax volumoso (maior que 2 cm ou > 20% do volume pulmonar), pneumotórax com sintomas significativos (dispneia, hipoxemia) ou pneumotórax hipertensivo.
Os principais fatores de risco são ser jovem (20-40 anos), sexo masculino, alto e magro, e tabagismo. A ruptura de pequenas bolhas subpleurais é a causa mais comum.
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