UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
R.A.N., 38 anos, tabagista 70 anos/maço, deu entrada no pronto socorro pela clínica médica com queixa de mal-estar e ""sensação estranha"" ao respirar. Ao exame, paciente encontrava-se em bom estado geral, conversando, frequência cardíaca: 68 bpm, frequência respiratória: 20 irpm, corado, hidratado, pressão arterial: 130/80 mmHg, percussão pulmonar levemente timpânica à direita, ausculta pouco reduzida à direita, saturação em ar ambiente de 92%. Realizado radiografia de tórax que evidenciou pneumotórax com cerca de 01cm de espessura em ápice e hilo pulmonar. Paciente nega história de trauma pulmonar e doença pulmonar conhecida. Diante do quadro, qual o diagnóstico e conduta?
Pneumotórax espontâneo primário pequeno (< 2-3cm) e paciente estável → Oxigenoterapia, observação e controle radiológico.
O paciente apresenta um pneumotórax espontâneo primário pequeno (1cm), sem sinais de instabilidade hemodinâmica ou respiratória grave. Nesses casos, a conduta inicial é conservadora, com suplementação de oxigênio para acelerar a reabsorção do ar e observação clínica, com controle radiológico para avaliar a evolução.
O pneumotórax é a presença de ar no espaço pleural, resultando em colapso pulmonar. Pode ser espontâneo (primário ou secundário) ou traumático. O pneumotórax espontâneo primário ocorre em indivíduos sem doença pulmonar subjacente aparente, sendo mais comum em homens jovens, altos e magros, e tabagistas. A importância clínica reside na potencial gravidade e na necessidade de um manejo adequado para evitar complicações. O diagnóstico é feito pela clínica (dor torácica pleurítica, dispneia) e confirmado por radiografia de tórax, que mostra a linha da pleura visceral separada da parede torácica. A percussão pode ser timpânica e a ausculta, reduzida. A fisiopatologia envolve a ruptura de pequenas bolhas subpleurais. É crucial diferenciar do pneumotórax secundário, que tem pior prognóstico e geralmente requer intervenção mais agressiva. A conduta depende do tamanho do pneumotórax e da estabilidade clínica do paciente. Pneumotórax espontâneo primário pequeno (distância entre a pleura visceral e a parede torácica no ápice < 2-3 cm) em paciente estável pode ser tratado conservadoramente com oxigenoterapia e observação, com reavaliação radiológica. Casos maiores ou sintomáticos/instáveis exigem drenagem torácica.
O pneumotórax primário ocorre em indivíduos sem doença pulmonar subjacente aparente, enquanto o secundário está associado a doenças pulmonares preexistentes, como DPOC, fibrose cística ou infecções.
Para pneumotórax espontâneo primário pequeno (geralmente < 2-3 cm) e paciente clinicamente estável, a conduta inicial é conservadora, incluindo oxigenoterapia e observação, com repetição da radiografia de tórax em algumas horas.
Os principais fatores de risco incluem tabagismo, sexo masculino, biotipo alto e magro, e idade entre 20 e 40 anos. A ruptura de pequenas bolhas subpleurais é a causa mais comum.
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