SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir.C.G.B.S, masculino, 22 anos, sem comorbidades. Atleta profissional de futebol, tabagista 4 maços/ano, etilista social. Dá entrada no pronto atendimento do Hospital de Urgências, com queixa de dor torácica súbita à direita e dispneia. Ao exame: Glasgow 15, FC 109 bpm, PA 110 x 90 mmHg, FR 23 irpm, SO2 91%. Ausculta cardíaca: ritmo cardíaco regular, dois tempos, sem sopros. Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular reduzido à direita, com percussão timpânica ipsilateral.Frente ao caso em questão, qual a principal hipótese diagnóstica e qual a propedêutica complementar adequada, nesse momento, respectivamente?
Jovem, tabagista, dor torácica súbita + dispneia + MV ↓ + percussão timpânica → Pneumotórax espontâneo primário.
O pneumotórax espontâneo primário é comum em jovens, magros, tabagistas, apresentando dor torácica súbita e dispneia. O exame físico revela murmúrio vesicular reduzido e percussão timpânica no lado afetado. A radiografia de tórax é o exame inicial de escolha para confirmar o diagnóstico.
O pneumotórax espontâneo primário (PEP) é uma condição comum em indivíduos jovens, magros e tabagistas, sem doença pulmonar subjacente conhecida. Caracteriza-se pela presença de ar no espaço pleural sem trauma ou doença pulmonar aparente, geralmente devido à ruptura de pequenas bolhas subpleurais. A apresentação clínica típica inclui dor torácica súbita e unilateral, acompanhada de dispneia, que pode variar de leve a grave dependendo do volume do pneumotórax. O diagnóstico é fortemente sugerido pelo exame físico, que revela murmúrio vesicular reduzido ou abolido e percussão timpânica no hemitórax afetado, além de possível diminuição da expansibilidade. A saturação de oxigênio pode estar reduzida. A propedêutica complementar de escolha para confirmar o diagnóstico é a radiografia de tórax em posteroanterior (PA) e perfil, preferencialmente em expiração, que evidencia a linha pleural visceral e a ausência de trama vascular distal a ela. O manejo inicial depende do tamanho do pneumotórax e da estabilidade clínica do paciente. Pequenos pneumotórax em pacientes assintomáticos podem ser observados, enquanto pneumotórax maiores ou sintomáticos requerem aspiração simples ou drenagem torácica. A tomografia de tórax pode ser útil em casos de dúvida diagnóstica, para avaliar a presença de bolhas ou para planejamento cirúrgico, mas não é o exame de primeira linha na emergência.
Os principais fatores de risco incluem ser jovem, sexo masculino, biotipo longilíneo e tabagismo. Acredita-se que a ruptura de pequenas bolhas subpleurais seja a causa subjacente.
No exame físico, a tríade clássica inclui murmúrio vesicular abolido ou reduzido, hiper-ressonância ou timpanismo à percussão e diminuição da expansibilidade torácica no lado afetado.
A radiografia de tórax em PA e perfil, preferencialmente em expiração, é o exame inicial de escolha por ser rápida, de fácil acesso e geralmente suficiente para visualizar a linha pleural visceral e a ausência de trama vascular periférica, confirmando o diagnóstico.
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