UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Com relação ao pneumotórax espontâneo primário, analise as afirmativas e assinale a alternativa CORRETA. I. A causa mais comum é a ruptura de pequenos blebs subpleurais. II. Pequenos pneumotóraces sem sinais clínicos de progressão e em pacientes com sintomas bem controlados podem ser tratados com observação e oxigenoterapia inalatória. III. A presença de escape aéreo prolongado pós-drenagem, mesmo no primeiro episódio de pneumotórax, requer tratamento cirúrgico com ressecção pulmonar do foco causador. IV. A recorrência de pneumotórax em pacientes não tratados com ressecção da bolha ou bleb subpleural no primeiro episódio é frequente.
Pneumotórax espontâneo primário: ruptura de blebs, pequenos casos observação, escape prolongado ou recorrência → cirurgia.
O pneumotórax espontâneo primário é frequentemente causado pela ruptura de blebs subpleurais. O manejo varia desde observação e oxigenoterapia para casos pequenos e estáveis, até intervenção cirúrgica para escape aéreo prolongado, falha de reexpansão ou recorrências, dada a alta taxa de recidiva.
O pneumotórax espontâneo primário (PEP) é definido como a presença de ar na cavidade pleural sem trauma torácico ou doença pulmonar subjacente aparente. É mais comum em homens jovens, altos e magros, e fumantes. A causa mais frequente é a ruptura de pequenos blebs ou bolhas subpleurais, que são pequenas saculações de ar na pleura visceral. A compreensão da fisiopatologia é crucial para o manejo adequado. O diagnóstico é clínico (dor torácica pleurítica súbita, dispneia) e radiológico (radiografia de tórax ou tomografia computadorizada). O tratamento depende do tamanho do pneumotórax e da sintomatologia. Pequenos pneumotóraces assintomáticos podem ser tratados com observação e oxigenoterapia. Casos maiores ou sintomáticos geralmente requerem drenagem torácica. A recorrência é um problema significativo, com taxas de até 50% após um primeiro episódio não tratado cirurgicamente. Indicações para tratamento cirúrgico (geralmente videotoracoscopia com ressecção das bolhas e pleurodese) incluem escape aéreo prolongado pós-drenagem (mais de 5-7 dias), falha na reexpansão pulmonar, pneumotórax recorrente (especialmente o segundo episódio), pneumotórax bilateral ou em pacientes com profissões de risco. A cirurgia visa reduzir a taxa de recorrência e melhorar a qualidade de vida do paciente. Residentes devem dominar o algoritmo de manejo do PEP.
A causa mais comum é a ruptura de pequenos blebs ou bolhas subpleurais, que são pequenas coleções de ar na pleura visceral. Fatores de risco incluem tabagismo, sexo masculino e biotipo alto e magro, sem doença pulmonar subjacente aparente.
O tratamento conservador com observação e oxigenoterapia é apropriado para pneumotóraces pequenos (geralmente <2-3 cm do ápice à parede torácica), sem sinais de progressão e em pacientes com sintomas leves ou assintomáticos e hemodinamicamente estáveis. A reabsorção espontânea é esperada.
As indicações incluem escape aéreo prolongado (geralmente >5-7 dias), falha na reexpansão pulmonar, pneumotórax recorrente (especialmente o segundo episódio), pneumotórax bilateral, pneumotórax em profissões de risco (pilotos, mergulhadores) ou hemopneumotórax.
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