Manejo do Pneumotórax Espontâneo Primário Estável

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Leia o caso a seguir: C.G.B.S, masculino, 22 anos, sem comorbidades. Atleta profissional de futebol, tabagista 4 maços/ano, etilista social. Dá entrada no pronto atendimento do Hospital de Urgências, com queixa de dor torácica súbita à direita e dispneia. Ao exame: Glasgow 15, FC: 109 bpm, PA: 110x90 mmHg, FR: 23 irpm, SO2: 96%. Ausculta cardíaca: ritmo cardíaco regular, 2 tempos, sem sopros. Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular reduzido à direita, com percussão timpânica ipsilateral. Radiografia de tórax com moderado pneumotórax a direita. Após administração de analgesia comum, paciente assintomático. Frente ao caso em questão, qual a conduta adequada?

Alternativas

  1. A) Tratamento conservador do pneumotórax e observação hospitalar por seis a 12 horas.
  2. B) Tomografia computadorizada de tórax e toracostomia com drenagem fechada.
  3. C) Toracostomia com drenagem fechada guiada por ultrassonografia.
  4. D) Tomografia computadorizada de tórax e bulectomia por vídeo.

Pérola Clínica

Pneumotórax pequeno/moderado + Estável + Assintomático → Observação 6-12h.

Resumo-Chave

Em pacientes jovens com pneumotórax espontâneo primário moderado, mas que permanecem hemodinamicamente estáveis e assintomáticos, a conduta conservadora com observação é segura e preferível à intervenção imediata.

Contexto Educacional

O pneumotórax espontâneo primário (PEP) ocorre tipicamente em adultos jovens, magros e altos, sem doença pulmonar subjacente conhecida, frequentemente associado ao tabagismo. A fisiopatologia envolve a ruptura de pequenas bolhas subpleurais (blebs). Estudos recentes, incluindo ensaios clínicos randomizados publicados no NEJM, reforçam que a conduta conservadora para PEPs grandes ou moderados em pacientes estáveis não é inferior à intervenção invasiva e resulta em menos complicações e menor tempo de hospitalização. A analgesia é fundamental, e a oxigenoterapia suplementar pode ser usada para acelerar a taxa de reabsorção do ar no espaço pleural.

Perguntas Frequentes

Quais os critérios de estabilidade no pneumotórax?

Os critérios incluem: frequência respiratória < 24 irpm, frequência cardíaca entre 60-120 bpm, pressão arterial normal, saturação de O2 > 90% em ar ambiente e ausência de esforço respiratório ou dispneia importante.

Como é feito o tratamento conservador?

O paciente é mantido em observação hospitalar por 6 a 12 horas. Uma nova radiografia de tórax é realizada após esse período; se não houver progressão do pneumotórax e o paciente seguir estável, pode-se considerar a alta com seguimento ambulatorial.

Quando a drenagem torácica torna-se obrigatória?

A drenagem é indicada em casos de instabilidade hemodinâmica, pneumotórax hipertensivo, pneumotórax secundário (doença pulmonar prévia), bilateralidade ou quando o tratamento conservador falha (aumento do volume no raio-X de controle).

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