HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Homem, 36 anos, tabagista (18 maços/ano), queixa-se de dor torácica súbita em hemitórax esquerdo, com piora com a inspiração profunda. Ao exame: dispneico, sudoreico, acianótico, com murmúrio vesicular reduzido em hemitórax à esquerda e com hipertimpanismo à percussão. A principal hipótese diagnóstica é:
Dor torácica súbita + dispneia + MV ↓ + hipertimpanismo em tabagista = Pneumotórax.
O quadro clínico de dor torácica súbita pleurítica, dispneia, murmúrio vesicular reduzido e hipertimpanismo à percussão em um jovem tabagista é altamente sugestivo de pneumotórax espontâneo. O tabagismo é um importante fator de risco, especialmente para o pneumotórax espontâneo primário, que ocorre sem doença pulmonar subjacente aparente.
O pneumotórax espontâneo é uma condição caracterizada pela presença de ar no espaço pleural, resultando em colapso pulmonar. É classificado como primário quando ocorre em indivíduos sem doença pulmonar subjacente aparente (geralmente jovens, altos, magros e tabagistas) e secundário quando associado a uma doença pulmonar preexistente. O tabagismo é um fator de risco significativo para ambos os tipos. A apresentação clínica típica envolve dor torácica súbita, de caráter pleurítico (piora com a respiração profunda), e dispneia. Ao exame físico, a redução ou abolição do murmúrio vesicular e o hipertimpanismo à percussão no lado afetado são achados clássicos e altamente sugestivos. A radiografia de tórax é o método diagnóstico de escolha, revelando a linha da pleura visceral e a ausência de marcas vasculares além dela. O manejo do pneumotórax varia desde a observação em casos pequenos e assintomáticos até a drenagem torácica em casos maiores ou sintomáticos. Para residentes, é crucial reconhecer rapidamente os sinais e sintomas, diferenciar de outras causas de dor torácica e iniciar a conduta adequada para evitar complicações como o pneumotórax hipertensivo, uma emergência médica.
Os sintomas incluem dor torácica súbita e pleurítica, que piora com a inspiração, e dispneia. Ao exame físico, pode-se encontrar murmúrio vesicular reduzido ou abolido e hipertimpanismo à percussão no hemitórax afetado.
O pneumotórax espontâneo primário ocorre em indivíduos sem doença pulmonar subjacente aparente, geralmente jovens e tabagistas. O secundário ocorre como complicação de uma doença pulmonar preexistente, como DPOC, fibrose cística ou pneumonia por Pneumocystis.
O tratamento depende do tamanho do pneumotórax e da estabilidade clínica do paciente. Pode variar desde observação em casos pequenos e assintomáticos até aspiração simples, drenagem torácica ou, em casos recorrentes, pleurodese ou cirurgia.
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