HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023
Mulher de 32 anos de idade apresenta quadro súbito de dor pleurítica à direita, acompanhada de dispneia. Deu entrada no PS estável, sinais vitais normais, tendo sido efetuados exames de imagem (demonstrados).Com base na história clínica e nas imagens, o diagnóstico mais provável é
Dor pleurítica súbita + dispneia + imagem com linha pleural visceral e ausência de trama vascular → Pneumotórax espontâneo.
A paciente apresenta quadro súbito de dor pleurítica e dispneia, sintomas clássicos de pneumotórax. As imagens (radiografia de tórax, presumidamente) devem mostrar a linha da pleura visceral separada da parede torácica e ausência de trama vascular além dessa linha, confirmando o diagnóstico de pneumotórax espontâneo.
O pneumotórax espontâneo é definido pela presença de ar no espaço pleural sem trauma prévio ou doença pulmonar óbvia (pneumotórax espontâneo primário) ou em pacientes com doença pulmonar subjacente (pneumotórax espontâneo secundário). É mais comum em homens jovens e altos, fumantes, e pode ser recorrente. A importância clínica reside na sua apresentação súbita e potencial para comprometer a função respiratória. A fisiopatologia do pneumotórax espontâneo primário é frequentemente atribuída à ruptura de pequenas bolhas ou blebs subpleurais. No pneumotórax secundário, a ruptura ocorre em áreas de doença pulmonar, como enfisema ou fibrose. O diagnóstico é primariamente clínico, com dor pleurítica súbita e dispneia, e confirmado por exames de imagem, sendo a radiografia de tórax o método inicial. A tomografia computadorizada pode ser útil para identificar a causa subjacente. O tratamento depende do tamanho do pneumotórax e da estabilidade do paciente. Pequenos pneumotórax em pacientes estáveis podem ser observados. Casos maiores ou sintomáticos geralmente requerem aspiração simples ou drenagem torácica. A pleurodese pode ser considerada para prevenir recorrências, especialmente em casos de pneumotórax secundário ou recorrente.
Os sintomas clássicos do pneumotórax espontâneo incluem dor torácica pleurítica de início súbito, geralmente unilateral, e dispneia, que pode variar de leve a grave dependendo do tamanho do pneumotórax.
O diagnóstico do pneumotórax espontâneo é feito principalmente por radiografia de tórax, que revela a presença de ar no espaço pleural, caracterizada por uma linha fina da pleura visceral separada da parede torácica e ausência de trama vascular pulmonar além dessa linha.
O pneumotórax espontâneo é a presença de ar no espaço pleural sem trauma ou doença pulmonar evidente, enquanto o pneumotórax hipertensivo é uma emergência onde o ar entra no espaço pleural, mas não consegue sair, causando aumento progressivo da pressão, colapso pulmonar, desvio de mediastino e instabilidade hemodinâmica.
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