UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2020
Paciente feminina de 58 anos portadora de aids em tratamento irregular deu entrada em serviço de emergência com dor pleurítica, dispneia e febre baixa. A radiografia revelou pneumotórax à direta. A provável causa do quadro clínico é
Pneumotórax em paciente com AIDS e tratamento irregular → suspeitar de Pneumocystis jirovecii pneumonia (PCP).
A pneumonia por Pneumocystis jirovecii (PCP) é uma infecção oportunista comum em pacientes com AIDS, especialmente aqueles com contagem de CD4 baixa e tratamento irregular. Embora a apresentação clássica seja pneumonia intersticial, a PCP pode causar pneumotórax espontâneo devido à formação de cistos e bolhas subpleurais que se rompem.
A pneumonia por Pneumocystis jirovecii (PCP) é uma das infecções oportunistas mais comuns e graves em pacientes com AIDS, especialmente naqueles com imunossupressão avançada (CD4 < 200 células/mm³) e adesão irregular à terapia antirretroviral (TARV). A apresentação clássica é uma pneumonia intersticial, mas a PCP pode ter manifestações atípicas, incluindo o pneumotórax espontâneo. O pneumotórax em pacientes com PCP ocorre devido à formação de cistos e bolhas subpleurais (pneumatoceles) que podem se romper. A suspeita deve ser alta em pacientes com HIV/AIDS que apresentam dispneia, dor pleurítica e febre, e que desenvolvem pneumotórax, mesmo na ausência de trauma. A radiografia de tórax pode mostrar infiltrados intersticiais difusos, mas a presença de pneumatoceles ou pneumotórax é um achado importante. O diagnóstico definitivo da PCP é feito pela identificação do P. jirovecii em amostras respiratórias (escarro induzido, lavado broncoalveolar). O tratamento é com sulfametoxazol-trimetoprim, e a profilaxia primária é crucial para prevenir a doença em pacientes de risco. O manejo do pneumotórax segue os princípios gerais, mas a causa subjacente (PCP) deve ser tratada agressivamente.
A PCP classicamente se apresenta com dispneia progressiva, tosse seca, febre e dor torácica. Em pacientes com HIV, os sintomas podem ser insidiosos e a radiografia de tórax pode mostrar infiltrado intersticial difuso bilateral, mas também pode ser normal ou atípica.
A infecção por Pneumocystis jirovecii pode levar à formação de cistos e bolhas (pneumatoceles) nos pulmões, especialmente em pacientes com doença avançada ou que receberam profilaxia com pentamidina aerossolizada. A ruptura dessas bolhas pode resultar em pneumotórax espontâneo.
O tratamento de escolha é sulfametoxazol-trimetoprim (SMX-TMP). Em casos graves, pode ser associado a corticosteroides para reduzir a inflamação pulmonar. A profilaxia primária é indicada para pacientes com contagem de CD4 abaixo de 200 células/mm³.
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