HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024
Paciente trazido por populares com história de atropelamento. Exame físico: A) vias aéreas pérvias com colar; B) MV ausente à esquerda, franca insuficiência respiratória; C) FC:100bpm filiforme, PA = 90 x 40mmHg; D) torporoso ECG = 8; E) ferida penetrante torácica com traumatopneia (ferida torácica aspirativa) em parede posterior de hemitórax esquerda. O diagnóstico e a conduta que devem ser feitos inicialmente após a obtenção de via aérea definitiva são respectivamente:
Pneumotórax aberto com traumatopneia → curativo de 3 pontas + drenagem pleural.
O pneumotórax aberto, ou ferida torácica aspirativa, é uma emergência no trauma torácico que requer oclusão imediata da ferida com curativo de três pontas para evitar o pneumotórax hipertensivo, seguida de drenagem torácica.
O pneumotórax aberto, também conhecido como ferida torácica aspirativa, é uma lesão grave que ocorre quando há uma comunicação direta entre o espaço pleural e o ambiente externo através da parede torácica. É uma das lesões potencialmente fatais do trauma torácico que deve ser identificada e tratada durante a avaliação primária do paciente traumatizado, seguindo os princípios do ATLS. A sua rápida identificação e manejo adequado são cruciais para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia envolve a entrada de ar no espaço pleural durante a inspiração e sua saída durante a expiração, através da ferida. Se a ferida for grande (maior que 2/3 do diâmetro da traqueia), o ar preferencialmente passará pela ferida em vez da via aérea normal, levando a hipoventilação e hipóxia. A suspeita diagnóstica é clínica, baseada na presença de uma ferida penetrante no tórax com ruído de ar passando (traumatopneia) e sinais de insuficiência respiratória. O tratamento inicial consiste na oclusão da ferida com um curativo estéril de três pontas (ou curativo valvulado), que permite a saída de ar durante a expiração, mas impede sua entrada durante a inspiração, prevenindo o desenvolvimento de um pneumotórax hipertensivo. Após essa medida inicial, o paciente deve ser submetido à drenagem torácica em local diferente da ferida, para evacuar o ar e permitir a reexpansão pulmonar. A ventilação mecânica pode ser necessária após a estabilização inicial.
Os sinais incluem ferida torácica penetrante, traumatopneia (som de ar entrando e saindo pela ferida), insuficiência respiratória e ausência de murmúrio vesicular no lado afetado.
A conduta inicial é ocluir a ferida com um curativo de três pontas para criar uma válvula unidirecional, permitindo a saída de ar, mas impedindo sua entrada, seguido de drenagem torácica.
A oclusão total da ferida pode converter um pneumotórax aberto em um pneumotórax hipertensivo, uma condição mais grave que pode levar a colapso cardiovascular.
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