Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
Um paciente de 35 anos, sexo masculino, apresenta lesão única por arma branca em hemitorax direito, linha axilar anterior, no quarto espaço intercostal. No exame apresenta FR: 30/min; FC: 120/min; SAT O2; 92% ao ar ambiente, TA: 90/60mmHg. Reclama de dor torácica à direita. No exame torácico, observa-se uma ferida de 3cm na localização citada, de onde saem pequenas bolhas de ar durante o ciclo respiratório. A percussão é inconclusiva pela dor torácica concomitante. A ausculta está diminuída à direita. Assinale a medida que NÃO é obrigatória na avaliação e ressuscitação inicial deste paciente.
Ferida torácica aspirativa + dispneia/hipotensão → O2, acesso venoso, curativo de três pontas, drenagem. RX ortostático NÃO é prioritário.
O paciente apresenta um pneumotórax aberto (ferida aspirativa no tórax, dispneia, taquicardia, hipotensão, ausculta diminuída). As medidas iniciais do ATLS incluem oxigênio, acesso venoso, ressuscitação volêmica e tratamento da lesão torácica. A radiografia de tórax em posição ortostática não é obrigatória e pode atrasar o manejo de um paciente instável.
O trauma torácico é uma causa significativa de morbimortalidade, e o pneumotórax aberto é uma emergência que requer reconhecimento e tratamento imediatos. Caracteriza-se por uma comunicação direta entre a cavidade pleural e o ambiente externo através de uma ferida na parede torácica, levando à entrada e saída de ar e colapso pulmonar. No contexto do Advanced Trauma Life Support (ATLS), a avaliação primária foca em 'ABCDE'. Um paciente com pneumotórax aberto apresenta dispneia, taquicardia, hipotensão e uma ferida aspirativa. A ausculta pulmonar estará diminuída no lado afetado. A conduta inicial inclui a aplicação de um curativo oclusivo de três pontas para converter o pneumotórax aberto em um pneumotórax simples (evitando o pneumotórax hipertensivo), oferta de oxigênio suplementar e estabelecimento de acesso venoso para ressuscitação volêmica. A drenagem torácica é o tratamento definitivo. A radiografia de tórax em posição ortostática, embora útil, não é uma medida obrigatória na avaliação e ressuscitação inicial de um paciente instável, pois pode atrasar intervenções que salvam vidas. A reavaliação contínua da resposta do paciente a cada medida terapêutica é fundamental para guiar o manejo.
Os sinais incluem uma ferida penetrante no tórax que permite a passagem de ar (ferida aspirativa), dispneia, taquicardia, hipotensão, diminuição da ausculta pulmonar no lado afetado e dor torácica.
A conduta inicial envolve a aplicação de um curativo de três pontas sobre a ferida para criar uma válvula unidirecional, oxigênio suplementar, estabelecimento de acesso venoso e, posteriormente, a drenagem torácica definitiva.
Em um paciente instável, a radiografia de tórax ortostática pode atrasar o tratamento de condições com risco de vida. A prioridade é a estabilização clínica e o manejo das lesões que ameaçam a vida, como o pneumotórax aberto, que pode ser diagnosticado clinicamente.
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